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Secretário de segurança faz elogio a Hitler durante reunião: "Eu queria ser um terço daquele líder"

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Apologia do nazismo é crime previsto em lei no Brasil com pena de reclusão  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 08/11/2024, às 10h24 - Atualizado às 10h29



O secretário especial de segurança e defesa social de Campo Grande (MS), Anderson Gonzaga da Silva Assis, elogiou o trabalho de Adolf Hitler conforme áudio divulgado nas redes sociais durante uma reunião com membros do Ronda Ostensiva Municipal (ROMU).

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A gravação aconteceu no começo do ano. "A Alemanha é a potência que é hoje graças ao Hitler. Estrategista, um cara inteligente, foi ditador, sim [...] conquistou o que conquistou graças às estratégias e inteligência dele […] Eu queria ser um terço daquele líder”, afirmou Anderson.

A prefeitura de Campo Grande disse ao G1 que o áudio tem recortes de fala e que "é importante esclarecer o ponto sobre o contexto em que o tema foi levantado naquela ocasião". Através de nota, o secretário disse que o tema surgiu durante uma fala ao qual ele se defendia sobre uma "montagem maldosa".

A apologia do nazismo usando símbolos nazistas, distribuindo emblemas ou fazendo propaganda desse regime é crime previsto em lei no Brasil, com pena de reclusão.


“Infelizmente quando mexe com pessoas, seres humanos, cada um pensa de um jeito [...] Eu tenho a minha consciência, fizeram até videozinho meu aí na internet chamando de Hitler. Eu até admiro Hitler, porque foi um cara inteligente", afirmou o secretário.


Apologia do nazismo

Nas décadas de 1930 e 1940, Hitler pregava o nazismo como ideologia pautada na execução de povos e indivíduos que poderiam contaminar a presumida pureza da raça ariana. Essa prática virou política de Estado na Alemanha e nos países invadidos pelo ditador. Viraram alvos e eram assassinados negros, gays, pessoas com deficiência física ou mental, além de milhões de judeus em um período da Segunda Guerra conhecido como Holocausto.


Confira a nota do secretário Anderson Gonzaga da Silva Assis na íntegra:


“É importante esclarecer que o tema surgiu durante uma fala na qual eu me defendia sobre uma montagem maldosa de um vídeo no qual eu era comparado a Hitler. Em nenhum momento minha intenção foi minimizar as atrocidades cometidas por Hitler e seu regime. No momento em que me defendia, o que tentava destacar, era uma análise do contexto estratégico de um período histórico específico. É fundamental ressaltar que o tema não foi abordado em nenhum momento com a intenção de fazer apologia a ideologias extremistas ou a figuras como Hitler. A fala foi retirada de contexto. Foi um momento isolado em que eu tentava justificar uma situação pessoal e, por um erro de comunicação, acabei sendo mal interpretado por alguns.


Lamento profundamente qualquer desconforto que possa ter causado e reitero meu compromisso com os valores de respeito, ética e humanismo, que são fundamentais para o ambiente de trabalho que todos nós buscamos construir e manter. Sigo com a mesma dedicação no sentido de promover um diálogo construtivo, e agora mais vigilante e consciente de seu impacto. Agradeço a compreensão de todos e me coloco à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais."

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