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Sexo no relacionamento: Especialistas revelam frequência 'ideal' e alertam para vilão digital que acaba com a intimidade

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O sexo é um pilar fundamental para a intimidade, o prazer e o bem-estar da maioria dos casais  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 12/06/2025, às 13h05



O sexo é um pilar fundamental para a intimidade, o prazer e o bem-estar da maioria dos casais. Mas, em meio à rotina, surge uma dúvida comum: existe uma frequência "certa" para as relações sexuais? Para alguns especialistas, a resposta é sim, e o número pode surpreender.

Segundo o coach de relacionamentos Jake Maddock, casais que mantêm uma frequência de duas a três relações sexuais por semana colhem mais benefícios para a saúde e fortalecem a união. Ele aponta que essa regularidade não é apenas sobre prazer, mas sobre "regulação hormonal" e bem-estar geral.

"Há muita ciência por trás disso. Estudos demonstraram que é muito bom para as mulheres, por exemplo, atingirem o orgasmo pelo menos três vezes por semana. É bom para a saúde mental, para a saúde física e para o corpo delas", afirma Maddock.

Essa média, inclusive, coincide com a frequência sexual de pessoas entre 18 e 29 anos, segundo uma pesquisa do renomado Instituto Kinsey, nos Estados Unidos. O especialista alerta que, com o tempo, muitos casais adotam hábitos "preguiçosos" e diminuem a frequência, o que pode afastar o parceiro.

Qualidade ou quantidade: O que realmente importa?

Apesar da recomendação, outros especialistas, como a terapeuta de casais e sexóloga Isiah McKimmie, ponderam que não existe um "número mágico". Para ela, o mais importante é o acordo e a satisfação mútua.

"Não há uma quantidade definida de sexo que faça um relacionamento ser ótimo. É normal que dois parceiros tenham ideias diferentes sobre quanto sexo querem, mas o crucial é que trabalhem juntos para encontrar um prazer sexual que funcione para ambos", esclarece McKimmie.

'Fexting': O vilão silencioso que sabota a vida sexual

Mais do que a frequência, um comportamento moderno tem se mostrado um grande vilão da intimidade: o "fexting", termo em inglês para as brigas travadas por mensagens de texto.

Jake Maddock explica que discutir por texto é uma das piores coisas que um casal pode fazer, pois a comunicação digital é falha e propensa a mal-entendidos.

"As mensagens de texto são impulsivas e criam falsas impressões. Estamos mais propensos a dizer algo que não seríamos corajosos, ou estúpidos, o suficiente para dizer cara a cara", aponta. Sem o tom de voz, as expressões faciais e a linguagem corporal, o significado das palavras pode ser completamente distorcido, gerando mágoas profundas.

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O poder da discussão "olho no olho" para resgatar o desejo

Para o especialista, a solução é resgatar a comunicação presencial. Em uma discussão cara a cara, o casal é forçado a ouvir o ponto de vista do outro, o que abre espaço para a resolução.

Maddock acredita que uma "boa discussão" pode, e muitas vezes deve, terminar em um gesto físico de reconciliação, como um abraço ou um carinho.

"O contato físico revive a intimidade entre o casal, sem falar no desejo sexual que os une e afasta os sentimentos ruins gerados pela briga", finaliza. Em outras palavras, resolver os conflitos pessoalmente não só evita desentendimentos, como também pode reacender a chama da paixão.

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