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Vaticano define nova orientação sobre sexo no casamento; saiba

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O Vaticano ponderou que o sexo não deve acontecer apenas para ter filhos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Brasil Parelelo
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 04/12/2025, às 19h33



Um documento divulgado pela Igreja Católica no fim de novembro muda a concepção sobre o sexo no casamento. O vaticano reconhece que existe uma "finalidade unitiva da sexualidade", definindo que os atos sexuais "não se limitam a assegurar a procriação, mas contribuem para enriquecer e fortalecer a união única e exclusiva e o sentimento de pertencimento mútuo".

Assinada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé, a nota divulgada com a aprovação do papa Leão 14 representa uma defesa da união monogâmica entre homem e mulher, mas apresenta o ato sexual como um ato que vai além da geração de descendentes.

O texto, disponível apenas em italiano, afirma que "nas últimas décadas" devido ao "contexto do individualismo consumista pós-moderno", diversos problemas se originaram da "busca excessiva e descontrolada pelo sexo ou da simples negação da finalidade procriativa da sexualidade".

Ao mesmo tempo, a nota também cita uma "negação explícita da finalidade unitiva da sexualidade e do próprio casamento" e incentiva "o desejo de troca emocional, pelas próprias relações sexuais, mas também pelo diálogo e pela cooperação".

O documento diz que uma "visão integral da caridade conjugal" é aquela que "não nega a sua fecundidade". Mas que "a união sexual, como forma de expressão da caridade conjugal", ainda que "deva naturalmente permanecer aberta à comunicação da vida", não precisa ter nesse fim o "objetivo explícito de cada ato sexual".

Nesse sentido, o texto apresenta três possibilidades:

  • A vida sexual de casais que não podem ter filhos.
  • "Que um casal não procure conscientemente um determinado ato sexual como meio de procriação".
  • Respeitar "os períodos naturais de infertilidade" — "isso pode servir não só para regular as taxas de natalidade, mas também para escolher os momentos mais adequados para acolher uma nova vida", observa o documento.
A nota enfatiza que "o casal pode aproveitar esses períodos como manifestação de afeto e para salvaguardar a fidelidade mútua". "Fazendo isso, demonstram um amor verdadeira e completamente honesto".

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