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Vídeo: Argentina ré por racismo pede desculpas e alega ignorância sobre o crime; assista

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Agostina Páez quebrou o silêncio após mudar estratégia de defesa e afirmou que não compreendia a gravidade de imitar macacos para funcionários de bar  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 11/03/2026, às 21h35



A argentina Agostina Páez, de 29 anos, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (11), para se manifestar publicamente pela primeira vez sobre a acusação de racismo que responde no Rio de Janeiro. Ré no processo, ela pediu desculpas e justificou que o silêncio mantido até então era uma recomendação de seus antigos advogados.

Segundo Agostina, a mudança em sua equipe de defesa permitiu que ela assumisse a responsabilidade pelo ato. Ela classificou a atitude como um erro grave, e não algo sem importância, afirmando que agora compreende a humilhação causada às vítimas.

O Caso e o Trâmite Judicial

O episódio ocorreu no dia 14 de janeiro, quando a argentina foi flagrada imitando gestos de macaco em direção a quatro funcionários de um estabelecimento em Ipanema. O comportamento gerou uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, que foi aceita pela Justiça, tornando-a ré.

Agostina chegou a ter a prisão preventiva decretada e foi detida pela Polícia Civil em Vargem Pequena no início de fevereiro, mas a ordem foi revogada no dia seguinte. Atualmente, ela responde ao processo em liberdade, alegando que, por ignorância cultural, desconhecia a seriedade do racismo e o impacto das ofensas proferidas.

Repercussão entre Internautas

A retratação de Agostina gerou uma onda de reações imediatas, a maioria negativas, quando começou a circular nas redes sociais. Grande parte dos internautas demonstrou ceticismo quanto ao arrependimento, sugerindo que o pedido de desculpas seria apenas uma manobra jurídica para reduzir uma eventual pena.

Alguns usuários questionaram o fato de a ré responder ao processo em liberdade e rejeitaram o perdão. Por outro lado, uma parcela de pessoas considerou o gesto um passo importante, ponderando que o racismo é tratado de forma distinta em outros países da América Latina.

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