Cidades

Pense num absurdo, na Bahia tem precedente: Prefeito joga lixo na casa de moradores para 'educar'

[Pense num absurdo, na Bahia tem precedente: Prefeito joga lixo na casa de moradores para 'educar']
21 de Maio de 2021 às 15:59 Por: Leitor BNews Por: João Brandão

O prefeito da cidade de Cipó, Marquinhos do Itapicuru (PDT), que fica localizada no Semiárido Nordeste II, na Bahia, resolveu inovar na forma de tentar educar os moradores da cidade, mas se o ex-governador Octávio Mangabeira estivesse vivo ele diria sua célebre frase “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”.

O gestor municipal contratou uma caçamba lotada de lixo para descarregar em frente aos imóveis que tenham algum material acumulado. A ação começou nesta sexta-feira (21).

"Peço que as pessoas deixem a cidade limpa. Avisei há poucos dias que quero deixar a cidade limpa e organizada, mas aquele que tiver lixo, vai ter lixo. Ordeno agora que os meninos da caçamba descarreguem um bocado de lixo aqui agora. Quem quiser ter lixo, vai ter lixo", disse o gestor, em vídeo.

Em outro trecho do vídeo, Marquinhos diz que "estamos gastando muito com a limpeza pública". De fato, a prefeitura gastou em abril deste ano R$ 2,5 milhões na contratação da empresa ID Serviços e Empreendimentos para prestação de serviços de limpeza urbana, no período de um ano, que vai até 9 de abril do ano que vem, conforme publicação no Diário Oficial do Município.

"Cipó vem sofrendo com a ditadura do novo prefeito, diz está limpando a cidade e a própria população sujando, e já que querem a cidade suja ele mesmo vai jogar o lixo na porta do cidadão, como visto no vídeo que o próprio gravou. Daí eu pergunto: para que contratar uma empresa de lixo com um valor absurdo de R$ 2,6 milhões? Para que essa ditadura imposta? O tempo de coronelismo já passou. Não é melhor um trabalho de educação e conscientização dos riscos que se corre jogando o lixo na rua? Que não é o caso, pois a população coloca o seu lixo na porta para que a prefeitura recolha, que é o normal em qualquer lugar", disse ao BNews uma moradora, que preferiu não se identificar.

A reportagem tentou contato com a prefeitura pelos números disponíveis na internet, mas não obteve êxito.

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