Meio Ambiente
Publicado em 26/06/2025, às 09h23 Yuri Pastori
Um debate promovido pelo site DireitoAmbiental.com discutiu os desafios, contradições e oportunidades que envolvem a realização da Conferência do Clima da ONU (COP 30), que acontecerá em novembro de 2025 em Belém (PA). Participaram da mesa, o advogado Maurício Fernandes, o engenheiro florestal Enio Fonseca e o jornalista Glauco Fonseca.
Eles demonstraram ceticismo em relação aos resultados práticos da COP e defenderam que o Brasil deve se posicionar de forma estratégica na Conferência e não como culpado, e sim parte essencial da solução climática global.
Para Fernandes, os três pilares da COP 30 serão: redução de emissões de gases de efeito estufa, resiliência climática e preservação das florestas. Ele alertou para os elevados custos do evento e a precariedade da infraestrutura - hospedagem e logística - em Belém. E relatou que há um contraste entre a expectativa de um legado positivo para a cidade e os receios de obras inacabadas.
Já Glauco Fonseca destacou o risco que a COP corre de se transformar em um instrumento de pressão ao Brasil e enfraquecer setores estratégicos como o agronegócio e a exploração de petróleo na margem equatorial. Ele fez um alerta para o papel de ONGs financiadas por interesses estrangeiros e defendeu que os países mais emissores, como EUA, China e Europa, arquem com os custos da transição climática global.
Enio Fonseca lembrou que o Brasil contribui com uma fração das emissões globais, mas é cobrado desproporcionalmente. E reforçou a importância de uma matriz energética diversificada, que leve em conta não apenas as emissões de CO₂, mas também a segurança hídrica, alimentar, mineral e energética.
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