A Conferência Mundial do Clima, a COP30, terminou neste sábado (22), em Belém, após um dia de atraso. A conclusão? Avanços pontuais e uma série de pendências que precisarão voltar às negociações em 2026.
Um dos principais avanços e a grande inovação foi a criação de um conjunto comum de indicadores para a Meta Global de Adaptação. Pela primeira vez na história os países chegaram a um consenso sobre como fazer a medição do preparo dos países diante de eventos extremos.

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Por outro lado, o texto final da COP não abordou compromissos sobre combustíveis fósseis, tema que gerou debates e discordâncias até as últimas horas de negociação, e também não se chegou a um acordo sobre a redução da distância entre o que o mundo promete e o que seria necessário para limitar o aquecimento a 1,5°C.
Pendências
- Combustíveis fósseis: O texto final não contemplou os roteiros defendidos pelo Brasil e pela Colômbia sobre a transição para longe dos fósseis e zerar o desmatamento por conta da resistência de países produtores de petróleo;
- Meta Global de Adaptação: A lista de indicadores para acompanhar se os países estão melhor preparados para a crise do clima foi aprovada, mas com menos indicadores do que o esperado (reduçaõ de 100 para pouco mais de 60). Alguns países já afirmam que a meta nasceu fragilizada;
- Financiamento climático baixo: Os países chegaram a um consenso sobre a necessidade de aumentar os esforços e triplicar o financiamento de adaptação até 2035, mas não disseram o valor, a origem e nem quem vai pagar;
- Sem avanços estruturais: A redação final não cita combustíveis fósseis e repete praticamente o mesmo nível de ambição da COP anterior, em Baku. Embora alguns países tenham "brigado" por definições mais claras, nações produtoras de petróleo emperraram avanços.
Avanços
- Mecanismo de transição justa: A COP30 aprovou a criação da BAM (Belém Action Mechanism) que organiza um caminho para que países em desenvolvimento planejem a transição para economias de baixo carbono;
- Meta Global de Adaptação: A lista de indicadores para acompanhar se os países estão melhor preparados para a crise do clima foi aprovada, ainda que com menos indicadores do que o esperado doi finalmente adotada e os países terão uma base comum para acompanhar como estão se preparando para eventos extremos.
- Triplicação do financiamento para adaptação até 2035: Embora sem indicar o valor, a origem e nem quem vai pagar, o pacto para triplicar o financiamento é analisado por especialistas como um avanço;
- Fundo florestal: Fundo ganhou fôlego com a Alemanha confirmando 1 bilhão de euros, se juntando a Noruega, França, Brasil e Indonésia, e levando o total comprometido para mais de 6 bilhões de dólares.