Meio Ambiente
por Leonardo Oliveira
Publicado em 21/11/2025, às 13h35 - Atualizado às 13h44
A ministra de ambiente da Colômbia, Irene Vélez, anunciou em uma coletiva na COP30, em Belém, uma nova conferência “paralela” na Colômbia para discutir o fim dos combustíveis fósseis.
A iniciativa tem apoio de, pelo menos, 30 nações, que subscrevem a proposta. Eles estão entre os mais de 80 países que estão se opondo à proposta de texto-final da COP30 que falha em tratar do problema das emissões de petróleo, gás e carvão.
O anúncio foi realizado nesta manhã juntamente com negociadores de alto nível e ministros de 25 países, que deram as mãos e foram ovacionados pelo público na sala aberta de entrevistas coletivas da conferência de Belém.
“Se nós não enfrentarmos o problema encarando-o nos olhos, o que significa dizer que os combustíveis fósseis são a parte mais importante das emissões globais causadoras do aquecimento global, nós não estaremos realmente lidando com o problema”, afirmou Velez a jornalistas após o anúncio.
A conferência vai ser realizada em Santa Marta, no Caribe colombiano, em 28 e 29 de abril de 2026, e organizada em parceria com o governo da Holanda.
Combate aos combustíveis fósseis
“Existe um embalo crescente para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, e agora é hora de capitalizar sobre isso. Agora é a hora de implementar”, afirmou Sophie Hermans, vice-primeira ministra holandesa no anúncio.
E complementou: “Devemos começar a materializar o que essa eliminação gradual implica e como ela poderá ser na prática. Ao nos reunirmos na Colômbia, podemos fazer um levantamento das alavancas que podemos acionar, qual será seu impacto e como podemos compartilhar as melhores práticas e modelos. Em resumo, isso é cumprir as promessas, ir da palavra aos planos”.
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A Colômbia já proibiu a abertura de novos poços em sua floresta amazônica e quer encerrar a produção de petróleo, sendo um dos países que estão liderando a reação à tentativa da presidência da COP30 de forçar consenso em um texto que não mencione de forma clara um chamado a um roteiro de eliminação dos combustíveis fósseis.
“Não vamos aceitar um texto que não esteja em conformidade com o objetivo de aquecimento máximo de 1,5°C, e acreditamos que a eliminação gradual dos combustíveis fósseis é absolutamente necessária para atingir esse objetivo”, afirma Velez.
“O oposto disso será negar o que a ciência está dizendo e abandonar as pessoas que estão sendo mobilizadas em todo o mundo, lutando por justiça climática”, finalizou.
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