Salvador
O pai de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denunciou a clínica Promédica, em Salvador, por supostos maus-tratos e violência psicológica durante sessões de terapia.
Em entrevista ao BNews, o advogado da família, George Oliveira, afirmou que os problemas começaram ainda em 2025, quando a criança sofreu uma queda dentro de uma das salas da clínica e não teria recebido assistência adequada. Na ocasião, o paciente bateu a cabeça e se feriu.
Diante do caso, foi ajuizada uma ação por danos morais no valor de R$ 6 mil. Segundo a defesa, a Justiça reconheceu a má prestação de serviço por parte da unidade.
No entanto, após retomar o acompanhamento terapêutico, os pais perceberam mudanças no comportamento da criança e decidiram investigar o que estaria acontecendo durante as sessões. Para isso, colocaram um gravador na mochila do paciente.
De acordo com o advogado, foi a partir das gravações que a família identificou os episódios. "Uma das profissionais deixou a criança consumir bebida alcoólica dentro da sala de terapia, e não comunicou a família ou o plano. Os pais só souberam da situação a partir das gravações escondidas", disse.
O pai da criança, André Luiz, relatou que o menor tem seletividade alimentar severa e que, após as situações na clínica, se tornou ainda mais difícil conseguir alimentá-lo.
"Se ele não fala e não consegue expressar as emoções dele, ele não tem culpa. Infelizmente, a sociedade não olha e não respeita. Estamos sofrendo", disse.
Em nota, a Promédica negou as acusações. Leia na íntegra:
"Com relação às informações divulgadas pelo portal BNews, a Promédica esclarece que tomou conhecimento formal das alegações por meio de processo judicial que tramita sob segredo de justiça, razão pela qual, em respeito às determinações legais e à preservação das partes envolvidas, deixa de comentar publicamente aspectos específicos do caso.
Desde que tomou conhecimento das alegações, no final do mês de abril, com ciência exclusivamente pelo âmbito judicial, tem adotado as medidas internas cabíveis para apuração rigorosa e criteriosa dos acontecimentos. Qualquer infração, de qualquer natureza, por parte dos profissionais, será tratada com o máximo rigor.
Ressalta-se, contudo, que a Promédica não reconhece como verdadeiras as narrativas e interpretações divulgadas, pois, não refletem, com precisão, a realidade dos atendimentos prestados, havendo indícios de distorções relevantes, que estão sendo devidamente analisadas e serão tratadas e comprovadas nos autos do processo.
A Promédica reafirma que a sua prioridade absoluta é, e sempre será, o bem-estar, a segurança, a qualidade técnica dos serviços prestados e o desenvolvimento integral das crianças atendidas, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), garantindo assistência pautada em critérios técnicos, éticos e humanizados".
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