Meio Ambiente
por Andréa Vialli, direto de Belém, e Davi Lemos
Publicado em 13/11/2025, às 19h31
O diretor executivo da Abaf, Wilson Andrade, defendeu, nesta quinta-feira (13), em conversa com o BNEWS, o uso de até 100% do que é possível extrair do sisal. Ele pontua que, atualmente, somente 5% do peso da planta é utilizado quando há extração das fibras.
"Nós estamos aí aproveitando nos dias de hoje 5% do peso da planta, que é a fibra extraída das folhas e que vendemos para o mercado internacional para várias atividades. Mas é preciso utilizar 100% da planta. Essa é a política que a ONU prega, que as políticas de combate ao aquecimento do planeta pregam e recomendam", disse Wilson Andrade, que esta presente na COP 30, em Belém.
Andrade diz ser necessário a adoção da economia circular para uso de 100% da planta. "Nós temos aí 20% dos resíduos do desfibramento, que são a massa verde, que a gente chama de mucilagem, e elas têm 13% de proteína nesse material. Isso é ração animal pura, desde que bem tratada, bem conduzida. Nós temos 75% que é líquido, e esse líquido todo ele é jogado no local do desfibramento, no campo", comentou Andrade.
O diretor executivo da Abaf disse, porém, que esse líquido se torna ácido em 8, 10 horas e pode prejudicar o solo; foi descoberto, entretanto, outros usos para esse líquido: "serve para medicamentos, para produtos veterinários em geral, e até mesmo para etanol, com o potencial de competência de concorrer com a cana de açúcar".
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