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BNews COP30: Evento em Belém revela desafio da barreira linguística no Brasil

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COP30 levanta questionamento: Brasil está pronto para receber 190 países?  |   Bnews - Divulgação COP30 / Redes Sociais
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 01/09/2025, às 08h48 - Atualizado às 08h52



A 30ª Conferência Mundial das Nações Unidas - COP30, que será realizada em Belém, no Pará, entre 10 e 21 de novembro, vai reunir delegações de cerca de 190 países, incluindo chefes de Estado, empresários e especialistas em meio ambiente. Isso significa que serão idiomas múltiplos, os quais encontram na língua inglesa a forma mais unânime de comunicação, uma vez que esta é considerada, há muitos anos, o vernáculo universal.

Entretanto, no Brasil, somente 1% da população brasileira é fluente em inglês, segundo estudos internacionais. A barreira linguística ameaça diretamente setores como hotelaria, turismo, logística e segurança, que precisarão atender milhares de visitantes estrangeiros e levanta a seguinte questão: era que o Brasil está preparado para sediar a Conferência das Partes, como o evento também é conhecido?

Segundo o empresário Reginaldo KNN, fundador da KNN Idiomas, presidente do KNN Group e um dos principais defensores do ensino de idiomas no país, “a COP30 escancara um problema estrutural que vai além da conferência. O inglês deixou de ser diferencial e se tornou requisito básico de inserção global. Se o Brasil quer ocupar uma posição de destaque no cenário internacional, precisa investir pesado na formação de profissionais bilíngues”, ressalta.

Ele alerta que estudos de entidades do setor mostram que a dificuldade com idiomas já representa perda de oportunidades em áreas como turismo, comércio exterior e tecnologia. O empresário revela que empresas brasileiras deixam de fechar contratos e turistas estrangeiros muitas vezes relatam experiências frustrantes com a falta de atendimento em inglês em hotéis, aeroportos e restaurantes. “Em um evento do porte da COP30, esse gargalo pode se tornar ainda mais evidente”.

E conclui: “Ampliar a base de fluentes é uma condição para que o Brasil se torne protagonista em fóruns internacionais e mais competitivo no mercado global. A COP30 será um teste para mostrar se estamos preparados. E, se não estivermos, que sirva de alerta para que possamos acelerar os investimentos em educação linguística. Essa é a verdadeira herança que o Brasil precisa deixar após o evento”.

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