Meio Ambiente
por Vagner Ferreira
Publicado em 03/08/2025, às 13h20 - Atualizado às 14h20
A menos de 100 dias para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que vai acontecer no mês de novembro em Belém, no Pará, o Brasil enfrenta, ainda, uma série de problemas socioambientais. Um deles está relacionado às queimadas a céu aberto, que acontecem diariamente nos lixões do país, que incineram dejetos e liberam fumaça tóxica.
De acordo com informações de o jornal O Globo, com base em estudo do Sindicato de Empresas de Limpeza Urbana, a prática prejudica a atmosfera, gerando cerca de seis milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano.
A conferência de 2025, vale ressaltar, tem como um dos principais objetivos propor um plano para a diminuição desses gases, que geram o efeito estufa advindo, sobretudo, da queima de resíduos.
No entanto, o próprio Pará conta com um dos lixões que possuem visíveis incêndios. Este, fica localizado em Curuçá (PA) – com estimativa de 41 mil habitantes –, a 95 quilômetros de Belém, com aproximadamente nove hectares, ou seja, uma média de 12 campos de futebol. O governo, porém, se esquiva da culpa e joga a responsabilidade pela gestão sobre os municípios.
Segundo levantamento feito pelo jornal O Globo, o país contabilizava, no geral, 2.974 alertas de fogo em 740 lixões em todos os estados na última década. Em outras palavras, há um foco de incêndio a cada dois dias.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, iniciada em 2010, projetava a extinção dos lixões até 2014 – o que não aconteceu até hoje. É importante lembrar que o ato de carbonizar lixo é considerado crime ambiental e o autor está sujeito a pena de até quatro anos de reclusão.
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