Meio Ambiente

BNews COP30: Lula faz discurso de abertura na cúpula dos líderes: “Rivalidades estratégicas desviam atenção”

Paulo Mumia/COP30
Cúpula dos líderes começou nesta quinta-feira (6), em Belém, no Pará, como preparação para COP30  |   Bnews - Divulgação Paulo Mumia/COP30
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 06/11/2025, às 14h05



A cúpula dos líderes começou nesta quinta-feira (6), em Belém, no Pará, como um evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece entre os dias 10 a 21 de novembro. Na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o negacionismo e ressaltou que é hora de 'levar a sério' os alertas da ciência. Na ocasião, estavam chefes de estados de mais de 40 países. 

"Para avançar, será preciso superar dois descompassos. O primeiro é a desconexão entre os salões diplomáticos e o mundo real. As pessoas podem não entender o que são emissões ou toneladas métricas de carbono, mas sentem a poluição. Podem não assimilar o significado de um aumento de um grau e meio na temperatura global, mas sofrem com secas, enchentes e furacões. O combate à mudança do clima deve estar no centro das decisões de cada governo, de cada empresa, de cada pessoa", disse o petista, segundo o g1. 

O segundo problema é referente ao distanciamento entre o contexto geopolítico e a urgência climática. "Forças extremistas fabricam inverdades para obter ganhos eleitorais e aprisionar as gerações futuras a um modelo ultrapassado que perpetua disparidades sociais e econômicas e degradação ambiental", continuou Lula.

Lula comentou também sobre a conferência ser realizada na Amazônia. “No imaginário global, não há símbolo maior da causa ambiental do que a floresta amazônica. Aqui correm os milhares de rios e igarapés que conformam a maior bacia hidrográfica do planeta. Aqui habitam as milhares de espécies de plantas e animais que compõem o bioma mais diverso da Terra", destacou, conforme aponta o g1.

Lula declarou que rivalidades estratégicas e conflitos armados desviam a atenção e os recursos que deveriam ser destinados ao combate do aquecimento global. Ainda, destacou que a "janela de oportunidades" para enfrentar essa crise está se fechando e que a mudança climática é um resultado das mesmas dinâmicas que dividem a sociedade entre ricos e pobres.

"A humanidade está ciente do impacto da mudança do clima há mais de 35 anos, desde a primeira publicação do relatório [da ONU], mas foi necessário 28 conferências para reconhecer a necessidade de se afastar dos combustíveis fosseis e de parar de reverter o desmatamento", disse, segundo a reportagem.

O presidente declarou estar convencido de que, apesar das dificuldades e contradições, são necessários mapas do caminho para, de forma justa e planejada, reverter o desmatamento, superar a dependência dos combustíveis fósseis e mobilizar os recursos necessários para tais objetivos.

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