Meio Ambiente
A diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Inamara Mélo, fez um alerta nesta quarta-feira (7) referente a adaptação do Brasil às mudanças climáticas.
Na opinião de Mélo, o Brasil precisa considerar as vulnerabilidades sociais existentes no país. As declarações foram realizadas durante a participação da diretora no painel da 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (5ª CNMA) que abordou o eixo de Adaptação e Preparação para Desastres.
De acordo com Mélo, reconhecer as diferentes realidades dos estados e municípios é fundamental para a construção do Plano Clima e uma das prioridades do governo federal.
“A agenda de adaptação dialoga muito fortemente com redução de vulnerabilidade. Em qualquer lugar que estejamos, nós precisamos olhar primeiro para quem é mais impactado pela mudança climática”, ressaltou Melo. “Então, a agenda de adaptação tem um forte viés social, incluindo a agenda econômica. Aquilo que afeta a agricultura, a indústria, a energia, o saneamento básico, tem também, por consequência, rebate na agenda social e de redução de vulnerabilidade”, acrescentou.
A diretora também destacou que os efeitos da mudança do clima são sentidos em diferentes escalas no território nacional.
“É algo realmente expressivo e que tem um grande impacto para a economia, um grande impacto em relação a danos prejudiciais, vírus de toda ordem. A gente fala do aumento de doenças, do aumento do número de mortes, de desemprego, de aumento de fome, tudo em decorrência desse contexto de emergência climática que atravessamos”, reforçou.
Foi a partir disso que foi criado o programa AdaptaCidades, que visa fazer com que a Estratégia Nacional de Adaptação sirva de orientação para as estratégias estaduais e municipais. A agenda é promovida no âmbito do programa Cidades Verdes Resilientes, desenvolvido pelo MMA, em parceria com o Ministério das Cidades e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O governo federal está ofertando um suporte técnico para capacitação de estados e municípios como forma de alcançar um maior número de participantes. Será oferecido apoio para, pelo menos, 10 municípios em cada estado, com capacitação à distância, orientações metodológicas e acesso a investimentos.
“Não é possível tratar de política pública que não seja enfrentando ou olhando um contexto de emergência climática. Isso envolve, obviamente, a necessidade urgente e crescente de enfrentarmos os eventos extremos, enfrentarmos aquilo que é um problema que tem sido contínuo, particularmente nas cidades brasileiras, mas também nas zonas rurais do nosso país”, concluiu.
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