Meio Ambiente

COP29: “O Brasil pode fazer mais”, diz líder de política de clima e energia de Fundo Mundial para a Natureza

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Representante da WWF avaliou negociações feitas pelo Brasil nos cinco primeiros dias de Conferência  |   Bnews - Divulgação Divulgação / BNews

Publicado em 15/11/2024, às 15h19   Publicado por Vagner Ferreira



líder de política de clima e energia do WWF (Fundo Mundial para a Natureza), Fernanda Carvalho, avaliou as negociações feitas pelo Brasil durante esses primeiros cinco dias da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que está acontecendo em Baku, no Azerbaijão, e destacou para o BNews os desafios e os avanços referente ao novo compromisso climático do país. 

“Eu posso dizer que a gente avançou. O tanto que a gente da sociedade civil queria? Não. O Brasil pode fazer mais, até porque o Brasil vai receber a próxima COP, porém não só por isso, mas também porque a gente sofreu muito esse ano em relação aos impactos climáticos. Todo mundo ouviu falar das enchentes do Sul, de todas as queimadas e das ondas de calor”, descreveu ela.  

Fernanda ressaltou sobre a Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e explicou que as metas atuais de redução das emissões de gases de efeito estufa estão entre 59% e 67%, mas que o Brasil tem potencial para ir além desses números. Segundo a líder, essas metas ainda permitem emissões significativas, equivalentes ao de países como Bélgica ou Argentina.

Entretanto, ela ressalta que isso não é motivo para o Brasil aceitar que está cumprindo a meta. “Queremos que falem de floresta, de energia, da transição de combustíveis fósseis, do petróleo e do gás, que são as principais causas de efeito estufa. A gente acha que a evolução pode vir por aí”, reforçou, Fernanda.

Ainda, de acordo com a retirada da delegação Argentina da Conferência, a pedido do presidente do país, Javier Milei, a líder da WWF lamenta: “É triste ver que um país não está aqui se comprometendo, porque a questão do clima é um problema que afeta todo mundo. A Argentina não é quem pode resolver o problema do clima, mas ela tem algumas questões que são até em comum com o Brasil, a exemplo do uso da terra e da agricultura, que geram muitas emissões. Eles possuem um depósito de gás, é um país importante na América do Sul e a gente precisa do compromisso de todos para resolver o problema”.

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