Meio Ambiente
por Verônica Macedo
Publicado em 10/11/2024, às 10h48 - Atualizado às 11h08
Fuzileiros navais estão em terras amazônicas com a Operação Catrimani II, coordenada pelo Ministério da Defesa na Terra Yanomami, com o intuito de combater o garimpo ilegal na região, através da ação de guerra que agrupa as três Forças Armadas - Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira.
A operação bélica conta com o apoio da Casa de Governo de Roraima, ligada à Casa Civil da Presidência da República e, até este domingo (10), divulgou 12.732 abordagens feitas pelos militares, acarretando em 124 prisões, segundo computado pelo Ministério da Defesa.
As informações constam da reportagem de o jornal O Estado de São Paulo. “É uma operação de guerra no maior território indígena do Brasil em extensão territorial, com 9,5 milhões de hectares ou 192 mil km², mais que o dobro da área de Portugal. Ali vivem quase 30 mil indígenas em mais de 370 comunidades. No total, são 800 militares mobilizados na ação. Programada para ocorrer até 31 de dezembro, a operação recebe o nome do Catrimani, um dos cursos d’água mais afetados pelo garimpo”, explica a matéria.
Para que se possa entender melhor, ainda conforme O Estado de São Paulo, “a Terra Yanomami enfrenta crise sem precedentes, pois é alvo da mineração ilegal de ouro desde os anos 1980. Mas, nos últimos anos, a busca pelo minério se intensificou – em 2022, o garimpo chegou a 80 mil pontos em uma área de 241 mil hectares, de acordo com dados do MapBiomas. A invasão garimpeira contamina os rios com mercúrio e outros rejeitos químicos, mata os peixes e degrada o bioma, crucial para frear a crise climática. E isso se reflete na saúde dos Yanomami, com casos de malária e desnutrição, já que impacta diretamente na alimentação indígena, que tem como base a pesca, a caça, a coleta de frutos e raízes e a agricultura”.
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