Meio Ambiente

Governador Jerônimo acredita que a Bahia pode ser o principal exportador de tâmaras no Brasil

Governador recebeu o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Saleh Alsuwaidi, e representantes da Al Foah Company - Thuane Maria - GOVBA
Jerônimo se reuniu com representantes dos Emirados Árabes para discutir plantio inédito de tâmaras em solo brasileiro  |   Bnews - Divulgação Governador recebeu o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Saleh Alsuwaidi, e representantes da Al Foah Company - Thuane Maria - GOVBA

Publicado em 19/09/2024, às 08h54   Redação



O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, recebeu na manhã de quarta-feira (18), o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Saleh Alsuwaidi, e representantes da Al Foah Company para discutir possibilidades do plantio inédito de tâmaras em solo brasileiro. O país já recebeu 110 mudas de tamareira, atualmente sob avaliação na Embrapa em Brasília, antes de serem testadas nas regiões norte e oeste da Bahia.

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Ao todo, doze variedades foram selecionadas para pesquisa nos biomas do Cerrado e da Caatinga, onde se observam condições climáticas e de solo semelhantes às do país árabe. O governador destacou que a Bahia pode se tornar o principal exportador brasileiro de tâmaras em até seis anos, tempo necessário para o plantio se estabelecer.

“Temos um clima e solo adequados, além da experiência acumulada em nosso semiárido. As mudas são quase adultas; dentro de dois anos, já devem começar a produzir, e em cinco a seis anos, teremos produção comercial”, pontuou o governador.

A empresa se comprometeu a doar mais 1.890 mudas, escolhidas conforme as condições climáticas da Bahia. O projeto contará com o acompanhamento da Embrapa e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), que faz parte da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), realizado em parceria a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), para implementar tecnologias de irrigação e aprimoramento genético.

O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, lembrou que já houve uma tentativa de cultivo de tâmaras na década de 80, mas que  não teve sucesso devido a limitações técnicas. A proposta atual combina tecnologia moderna com práticas de irrigação e genética, prevendo colheitas em dois a três anos.

Atualmente, a Al Foah Company exporta, por ano, 600 toneladas de tâmaras para o Brasil.l Mohamed Ghanim Al Mansoori, vice-presidente da empresa, explicou que inicialmente será testada a adaptação das tamareiras ao solo baiano e, em seguida, serão realizados melhoramentos genéticos para permitir a comercialização interna da fruta. 

Caso os primeiros testes sejam bem-sucedidos, a meta é aumentar o número de mudas de 1.500 para até 10 mil árvores na Bahia. O avanço do projeto dependerá dos resultados iniciais e do planejamento conjunto.

Além da reunião, o embaixador e os representantes da Al Foah visitaram a Fazenda Mandacaru, um local experimental da Embrapa em Juazeiro, para analisar as condições do solo e do clima. Nesta quinta-feira (19), seguirão para Barreiras, no centro-oeste baiano.

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