Meio Ambiente
por Leonardo Oliveira
Publicado em 06/11/2025, às 07h33 - Atualizado às 10h14
Um estudo publicado pela coalizão de ONGs ‘Climate Action Against Disinformation’ (CAAD) e o Observatório da Integridade da Informação (OII), nesta quinta-feira (6), revela que as informações falsas que negam as mudanças aumentaram com o uso da Inteligência Artificil (IA) conforme se aproxima a COP30 no Brasil.
O relatório alerta que a desinformação ligada à cúpula das Nações Unidas sobre o clima aumentou 267% entre julho e setembro. Alguns exemplos recentes é um vídeo que supostamente mostra inundações em Belém, cidade que recebe a COP30 de 10 a 21 de novembro. As imagens, no entanto, foram criadas com IA.
A CAAD e a OII também mostram uma tendência que se intensificou em 2025, no uso desse tipo de material para enganar as audiências nas redes sociais com imagens falsas ou que não têm relação com o encontro de cúpula. O problema é que “o jornalista não existe, as pessoas não existem, a inundação não existe e a cidade não existe”, resumiu o OII.
A AFP investigou um documento atribuído ao Grok 3, no começo do ano, a IA do proprietário da rede social X, Elon Musk. O texto, que ainda está disponível online, rejeita de maneira equivocada a credibilidade dos modelos climáticos apresentados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o grupo de cientistas designado pelas Nações Unidas para estudar o clima.
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O ativismo dos que duvidam das mudanças climáticas, agora impulsionado pelo uso de IA, ocorre em um cenário em que a opinião pública é majoritariamente favorável à defesa do meio ambiente, ao contrário do mundo político, destaca a CAAD.
Por fim, o relatório apresenta um sinal de esperança para a COP30, visto que a integridade da informação foi inserida, pela primeira vez, na agenda oficial. “Finalmente, seguimos na direção correta.”
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