Meio Ambiente

Junho verde: Bancos passam a combater desmatamento na Amazônia; saiba como

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Medida exige que bancos verifiquem histórico de desmatamento antes de conceder crédito rural a produtores.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Climate Policy Initiative
Maiara Lopes

por Maiara Lopes

maiara.lopes@bnews.com.br

Publicado em 02/05/2026, às 21h08



Após anos enfrentando dificuldades para monitorar e punir o desmatamento na maior floresta tropical do planeta, o Brasil decidiu apostar em um novo aliado: os gerentes de banco.

Uma nova regra que entrou em vigo obriga instituições financeiras a verificar se produtores rurais que solicitam crédito possuem histórico de desmatamento em suas propriedades. A análise será feita com base em ferramentas oficiais que utilizam imagens de satélite.

Caso seja identificado qualquer desmate a partir de 2019 na Amazônia ou em áreas de vegetação nativa, o acesso ao crédito rural com recursos públicos só será liberado mediante comprovação de autorização legal para a supressão da vegetação.

A medida, no entanto, provocou reação do influente setor do agronegócio, cujo peso econômico e posicionamento político podem impactar as eleições de outubro. O próprio Ministério da Agricultura chegou a defender a revogação da norma no ano passado.

Dados da Climate Policy Initiative indicam que cerca de 17% do crédito rural concedido entre 2020 e 2024 foi direcionado a propriedades com áreas desmatadas entre 2020 e 2023.

A nova regra deve atingir aproximadamente US$ 53 bilhões em financiamentos com subsídios federais — cerca de um terço de todo o crédito rural no país, segundo o Banco Central.

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Além disso, a medida também impacta as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), modalidade de investimento isenta de imposto de renda e bastante popular entre investidores. Cerca de metade desses recursos passa pelos mesmos canais de crédito rural, e o volume aplicado já alcança US$ 114 bilhões até 2025.

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