Meio Ambiente

BNews Cop 30: "Amazônia é um dos ecossistemas mais próximos do ponto de não retorno do mundo”, diz pesquisador

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Pesquisador alerta que, desde 1980, a área desmatada da Amazônia triplicou e ação pode gerar consequências irreversíveis  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Depositphotos
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 10/11/2025, às 18h42 - Atualizado às 19h16



O meteorologista e pesquisador pioneiro do estudo da savanização da Amazônia, Carlos Nobre, disse em entrevista a CNN que a Amazônia está próxima de atingir um ponto crítico de degradação ambiental, que pode resultar em mudanças irreversíveis para o bioma.

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Com pesquisas iniciadas no final da década de 80, Nobre afirma que a Amazônia tinha apenas 7% de sua área desmatada na época. De acordo com a CNN Brasil, atualmente a taxa de desmatamento já atinge entre 17% e 18% de toda a região, chegando a 22%(mais do que o triplo) na porção brasileira do bioma.

Após quase 26 anos de pesquisa, foi comprovado que na extensa área de 2,5 milhões de quilômetros quadrados, que inclui o sul do Pará, norte do Mato Grosso, sul do Amazonas, Acre, Rondônia e Bolívia, têm apresentado alterações bem alarmantes. A Amazônia é a maior biodiversidade do planeta.

“Em todo o sul da Amazônia, a estação seca já está de 3 a 4 semanas mais longa", alertou.

Se os índices de 20% a 30% mais baixos de umidade e a elevação de 3°C forem atingidos, ou seja, o ponto de não retorno, 70% da floresta amazônica pode ser perdida. E um dos aspectos mais preocupantes é o comprometimento do sistema de reciclagem de água da floresta, chamado de “rios voadores”. O sistema abrange 45% do vapor de água que entra na bacia amazônica pelo Oceano Atlântico.

O mecanismo natural influencia o clima de outras regiões do continente de forma direta. Os rios voadores são responsáveis por 40% a 50% das chuvas do Cerrado e 30% a 35% na região sul do Brasil, Uruguai, Paraguai e norte da Argentina.

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