Meio Ambiente
O mercado de biometano no Brasil vive um momento de expansão acelerada e já desponta como uma das principais apostas para a transição energética e a redução das emissões de carbono no país.
Impulsionado pelo avanço de novos projetos, pela busca por alternativas ao diesel e pelos incentivos previstos na Lei do Combustível do Futuro, o setor começa a consolidar um cenário de crescimento tanto na oferta quanto na demanda.
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As perspectivas foram debatidas recentemente em uma reunião entre analistas de ESG e Utilities da XP Investimentos e representantes da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás).
Segundo a entidade, o Brasil já possui 19 plantas de biometano autorizadas em operação, com capacidade superior a 1,2 milhão de metros cúbicos por dia. Outras 48 plantas estão em processo de autorização e podem elevar a capacidade total licenciada para cerca de 2,8 milhões de metros cúbicos diários.
Considerando projetos ainda em desenvolvimento, o potencial de oferta de curto prazo chega a aproximadamente 35 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto o potencial teórico de longo prazo pode alcançar 120 milhões.
Produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, o biometano surge como uma alternativa renovável ao gás natural e aos combustíveis fósseis. No entanto, apesar do avanço do setor, ainda existem desafios importantes para ampliar a produção em larga escala.
Segundo o diretor executivo da ABiogás, Tiago Santovito, dois fatores seguem como gargalos principais: a rentabilidade das plantas, ainda dependente do ganho de escala e dos custos da matéria-prima, e a infraestrutura de distribuição. Isso porque grande parte da produção ocorre em regiões do interior, distante da atual malha de gasodutos, concentrada principalmente no litoral brasileiro.
Substituição do diesel impulsiona demanda
Do lado da demanda, o setor enxerga dois grandes motores de crescimento: a substituição do diesel e o avanço gradual do uso industrial.
Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no Brasil é importado, o que fortalece o biometano como alternativa estratégica para reduzir a dependência externa, aumentar a segurança energética e atender às metas de descarbonização.
Além disso, empresas industriais começam a adotar o biometano como substituto do gás natural convencional. A avaliação da associação é que esse movimento ainda está em estágio inicial, mas possui potencial expressivo de crescimento, especialmente porque a demanda industrial de gás natural no país gira entre 30 e 35 milhões de metros cúbicos por dia.
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