Meio Ambiente
A Suzano, empresa líder na produção de celulose e papel, anunciou a implementação de um corredor ecológico na Hileia Baiana, conectando 170 mil hectares de fragmentos florestais entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. A iniciativa, parte do programa "Corredor da Mata", tem como objetivo a promoção da conectividade da paisagem, restaurando áreas degradadas e impulsionando o desenvolvimento sustentável na região.
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Em entrevista ao BNews, Francisco Rollo, gerente de excelência ambiental da Suzano, destacou os objetivos e benefícios do projeto.
O nosso grande objetivo é trabalhar a manutenção e o fomento da biodiversidade. Especificamente para o corredor da Mata Atlântica, nossa intenção é conectar corredores ecológicos que vão ligar esses pequenos fragmentos que hoje, estão na paisagem permeados por outras áreas produtivas, principalmente do norte do Espírito Santo, na região de Linhares, até o sul da Bahia", destaca o gerente.
De acordo com Francisco Rollo, o "Corredor da Mata" não se restringe apenas às áreas da Suzano. A iniciativa busca a integração das comunidades locais, através da implementação de modelos de desenvolvimento que conciliam a preservação ambiental com a geração de renda.
O corredor, passando dentro de comunidades, traz um modelo de desenvolvimento que permite a conservação, a restauração ambiental, a manutenção de florestas e, também, oportunidades de desenvolvimento de renda por meio de quintais produtivos", explica Rollo.
A produção nos quintais produtivos perpassa por atividades que associam a conservação ambiental, a preservação da floresta e a geração de renda através da produção de mel e apicultura, por exemplo.
A produção de mel e outros produtos que são associados às matas, às áreas naturais, podem auxiliar e ser um ganho extra para essas populações que ajudam no processo de conservação e restauração ecológica”, enfatiza o gerente.
Desafios e Oportunidades para a Suzano
Rollo explica que o "Corredor da Mata" representa uma grande oportunidade para a Suzano fortalecer seu compromisso com a sustentabilidade. Para ele, a empresa depende da qualidade do meio ambiente para o seu negócio.
Trabalhar a biodiversidade é, para a Suzano, ao mesmo tempo uma forma de apoiar a conservação e o desenvolvimento de atividades sustentáveis no território dentro das suas áreas, e nessas áreas de terceiros que nos ajudam, que são muito importantes para isso, ao passo em que é uma oportunidade de desenvolver como podemos trabalhar a sustentabilidade e a biodiversidade como um elo fundamental integrante do nosso modelo de negócios”, reforça Francisco Rollo.
Indicadores de Sucesso e Monitoramento da Biodiversidade
Fomentando desenvolvimento socioambiental aliado à preservação, a Suzano entende que a manutenção dos corredores ecológicos é um dos grandes desafios do projeto, sendo necessária a compreensão da maneira como a biodiversidade se relaciona com essas áreas preservadas.
Estamos trabalhando com um time de pesquisa e desenvolvimento, e com parceiros também, para termos um indicador objetivo de biodiversidade, que tão logo esteja pronto, apresentaremos para a sociedade como um todo”, pontua Rollo.
Atualmente, a Suzano mede o sucesso das políticas ambientais adotadas pela empresa através de espécies chave na região, a exemplo do primata Bugio marrom (Alouatta guariba guariba) e as Palmeiras Maria Rosa (Syagrus macrocarpa) e Juçara (Euterpe edulis).
O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.
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