Meio Ambiente

Junho Verde: Desenvolvimento econômico e sustentável? Gerente da Ajinomoto detalha ações da empresa

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Janaina Padoveze conversou com exclusividade com o BNews para o projeto Junho Verde  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 03/06/2024, às 12h00   Alex Torres e Rafael Albuquerque



Quando se escuta falar em desenvolvimento econômico e sustentável, muita vezes, parece que são duas temáticas antagônicas. No entanto, ao longo dos anos, a empresa Ajinomoto Brasil, especializada em tempêros e no gênero alimentício em geral, mostrou que é possível alinhar os dois assuntos em busca de práticas que sejam saudáveis para o meio ambiente.

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Em entrevista exclusiva ao BNews para o projeto Junho Verde, que acontece durante todo o mês de junho, a gerente do departamento de Sustentabilidade da Ajinomoto no Brasil, Janaina Padoveze, falou sobre como começou de forma contundente as ações da empresa voltadas para os cuidados com o meio ambiente e na parte sustentável. 

A Ajinomoto já tem em seu DNA a questão da circularidade. Porque um dos nossos principais produtos, que é o glutamato monossódico, ele tem o que a gente chama de biociclo. Ele é produzido através de um processo fermentativo que usa a cana de açucar como uma das matérias primas principais e os resíduos desse processo viram coproduto, que a gente chama de fertilizantes e, por sua vez, vai voltar para o campo nas plantações de cana para produzir o nosso açucar. A gente fala que nossa empresa tem por essência essa questão da circularidade e isso ficou mais forte e evidente a partir de 2020/2021, quando a gente precisou se reogarnizar de forma que isso fosse mais estratégico. Tinhamos as ações mais descentralizadas entre as fábricas. O departamento de sustentabilidade foi criado oficialmente em julho de 2022, justamente para que pudessemos centralizar essas questões em um plano único e de forma harmônica dentro da Ajinomoto do Brasil", explicou Janaina. 

Quando se fala em práticas sustentáveis, o tripé de ações ESG volta à tona como um dos assuntos principais acerca do meio ambiente. No entanto, temáticas como transparência e governança corporativa também têm sua importância. Questionada sobre o peso desses pontos dentro da Ajinomoto Brasil, a gerente destacou o processo de produção e os impactos que isso causa.   

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"Temos um compromisso com os nossos stakeholders e a transparência é importante, porque a gente precisa que todas as partes envolvidas estejam entendendo para onde a Ajinomoto quer chegar e o que a gente vai fazer em relação aos três pilares. Essas questões do ESG são urgentes e apenas através da transparência de todas as empresas, de todos os setores envolvidos é que conseguiremos ter um plano de ação integrado, que chegue em 2030 com as metas que queremos alcançar", completou.

Sobre as metas sustentáveis, Padoveze fez questão de pontuar que, antes de beneficiar a Ajinomoto, o planejamento e execução das mesmas traz melhorias para o meio ambiente: "A Ajinomoto é uma empresa que, assim como todas as empresas e indivíduos, precisamos dos recursos naturais. O primeiro benefício é que, se preciso disso para viver e produzir, preciso que isso perdure no tempo e nas próximas gerações. Se não cuidarmos, não teremos recurso e, sem isso, não existe empresa. O principal impacto é esse, cuidar do que a gente precisa no meio-ambiente porque sem ele a gente não existe".

Por fim, a gerente da Ajinomoto concluiu falando sobre as iniciativas desenvolvidas pela empresa para o cuidado e circularidade com o plástico. Muitas vezes visto como um 'vilão' para o meio ambiente, Padoveze fez questão de ressignificar a importância do material e explicou que ele é imprescindível para a sociedade. No entanto, precisa ser revisto a forma como o mesmo é utilizado pelas pessoas. 

"Queria começar essa conversa dizendo que os plásticos são essenciais e importantes. Quando estamos falando de alimentos, por exemplo, é o plástico que permite que tenhamos alimentos seguros sendo distribuídos em todas as partes do mundo. Ele garante essa cadeia logística e a segurança do que estamos consumindo. O problema é o mau uso em partes. Quando falamos de plástico, a gente pensa primeiro em reduzir e realmente precisamos, porque é um material que usa combustíveis fósseis, então tem uma importância ambiental e o descarte dele é uma problemática que precisamos cuidar. Não iremos deixar de ter plástico, porque ele é benéfico e muito bem-vindo. A gente já tem feito isso e tem tido resultado", garantiu.

Sobre o processo de circularidade do plástica, Janaína Padoveze explicou como funciona: "Seria extrair o recurso natural para produzir o plástico, mas não vou fazer isso de forma linear. Eu vou lá, faço a extração, produzo e jogo fora. A gente precisa pensar que podemos extrair o recurso natural, mas entender que esse material permaneça e circule por muito tempo até que a vida útil acabe e o primeiro passo aqui é fazer com que nossos materiais sejam recicláveis. Quando falamos isso, nossos produtos, especialmente os do varejo, usam aquilo que chamamos de multimateriais. Uma das principais coisas é fazer com que esse material seja reciclável e nisso entra muito a questão de desenvolvimento. Como eu vou ter outros plásticos que continue protejendo meu alimento e garantindo a segurança, mas que também seja reciclável. E depois disso, eu preciso garantir com que ele seja reciclado. Nesse ponto que mora esse aspecto da reciclagem. A circularidade é uma cadeia complexa, composta por vários atores. Como uma grande marca, a gente precisa garantir tudo isso. Isso não é simples, reciclagem mecânica no Brasil não é simples, mas queremos ser membros ativos nessa discussão junto com outras empresas e organismos".

Assista:

O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.

Classificação Indicativa: Livre

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