Meio Ambiente
Publicado em 22/06/2025, às 12h00 Natane Ramos e Rafael Albuquerque
No mês de junho, a conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente ganha força através do Junho Verde. Neste contexto, é fundamental discutir o papel das empresas na proteção ambiental através de práticas sustentáveis.
Com isso em mente, o BNews Junho Verde entrevistou Ana Nascimento, técnica em meio ambiente e especialista em Desenvolvimento de Impacto Multissetorial, com foco em cultura, meio ambiente e transformação social, e coordenadora da Adinkra Holding, uma holding de negócios de impacto que tem como objetivo fortalecer empreendedores, comunidades e projetos que se dedicam à sustentabilidade.
"Eu costumo dizer que se tem pessoas se dedicando a tornar o mundo um lugar melhor, para preservar o meio ambiente, alguém precisa pagar essa conta. Na maioria das vezes são as empresas que mais poluem, que mais impactam de forma negativa o meio ambiente. Então, quando uma empresa decide adotar práticas ambientais, automaticamente ela está reduzindo o seu impacto que ela causaria no meio ambiente", explicou.
Ana Nascimento, que também é gerente ambiental na Prefeitura de Fundão, no Espírito Santo, ressalta a importância de práticas eficientes realizadas pelas empresas para a preservação ambiental. "Se essas práticas são de fato bem estruturadas, assertivas, são de fato eficientes, ela já vai contribuir numa primeira fase na redução do impacto que ela causaria. E uma segunda outra forma que ela pode fazer essa intervenção positiva para que a gente consiga a cada dia mais preservar o meio ambiente, é ir para além do seu muro. Conseguir, internamente, reduzir esses impactos e potencializar impactos positivos que estão fora do muro da empresa. Então, se ela investe em ações com a comunidade, com ONGs e também dentro do seu cotidiano ela consegue inserir boas práticas, ela vai conseguir ter um trabalho mais completo não só dentro da sua produção, mas também nos territórios que estão ao redor dela", ressaltou.
Desafios para uma cultura de boas práticas ambientais nas empresas
A especialista listou os maiores desafios das empresas em implementar a sustentabilidade em seu cotidiano e na sua política interna. Sendo elas:
Logo para as grandes empresas, Ana destaca a necessidade no interesse para além do lucro. “É realmente ter a intenção de resolução, e não só ter números de impacto", comentou a profissional.
Como o consumidor deve se posicionar?
A técnica em meio ambiente ressalta o poder de escolha do consumidor para mostrar às empresas como não estão satisfeitos com comportamentos que saiam do ideal da sustentabilidade. "Se não vai pelo amor, vai pela dor no bolso. A forma mais efetiva de você mostrar para uma empresa que ela precisa inserir isso, é deixando claro que essa característica do produto dela tem um valor muito grande, que você deixa a ponto de deixar de comprar e comprar no concorrente”, explicou.
“Então, o poder do consumidor é muito grande. Porém, por uma concepção de classe racial, nem todo mundo consegue exercer esse poder de consumo. Pois você cobrar de uma pessoa que tem uma certa vulnerabilidade social, que não tem poder aquisitivo muito grande, que ela compre o sustentável, ela não vai poder comparar, por mais que ela queira e entenda a importância, por questões de renda mesmo”, acrescentou.
A punição faz parte do pacto da sustentabilidade
O projeto BNews Junho Verde entrevistou o Secretário de Meio Ambiente do Estado, Eduardo Sodré, que ressaltou as medidas de punição e conscientização para as empresas sobre o impacto no meio ambiente. “E nós temos dois grandes caminhos, o caminho do licenciamento, e aí a gente vai fazer toda a parte de licenciamento, ou seja, a gente vai provar a localização daquele empreendimento, a viabilidade locacional dele, depois vamos trabalhar a implantação, início das obras, depois a operação. Em cada etapa, são trabalhados, além das apresentações dos estudos, condicionantes colocadas por nós poder público, para serem cumpridas por eles. Justamente para mitigar os efeitos de impactos causados por aquela atividade naquele local”, pontuou.
“Fora isso, a gente tem a fiscalização, trabalhando a fiscalização de modo amplo para que cada ação fora daquilo estabelecido em lei tenha a sua devida punição. A gente trabalha toda a aplicação de recursos de multa de altas infrações, tem o devido processo legal”, relatou o secretário.
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