Meio Ambiente

Junho Verde: Por que usar de forma eficiente os recursos naturais é importante?

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Utilização eficiente dos recursos naturais é tendência cada vez mais seguida  |   Bnews - Divulgação Freepik

Publicado em 12/06/2024, às 18h00   Daniel Brito



A utilização eficiente dos recursos naturais tem se tornado prioridade em um mundo cada vez mais consciente dos impactos ambientais e da necessidade de sustentabilidade. Com o crescimento da população e do aumento da demanda por energia, água e matérias-primas, práticas que promovam a eficiência no uso desses recursos surgem como soluções essenciais.

A necessidade das práticas se dá, por exemplo, pela percepção de que os recursos podem um dia acabar. "Precisamos entender que os recursos são finitos. A população no mundo cresceu bastante e a velocidade com a qual o homem retira os recursos da natureza, em muitas vezes, não é a velocidade que o próprio o ambiente consegue repor", afirma Sâmia Neves, bióloga e professora da Universidade Salvador (Unifacs).

"Temos um desmatamento muito marcado, o esgotamento dos recursos hídricos, a poluição das águas dos oceanos e tudo isso recai depois sobre a gente. É como se fosse um efeito bumerangue, vai e volta", acrescenta.

E de acordo com Sâmia, quem pensa que a utilização inteligente dos recursos naturais deve partir apenas das grandes empresas se engana. Embora o impacto do uso por parte de indústrias seja relevante, a mudança de postura também precisa partir da pessoa física. Atitudes simples, como não desperdiçar água e adotar sacolas reutilizáveis, podem fazer a diferença.

Eficiência do uso nas empresas

Um dos exemplos de uso eficiente dos recursos naturais é o reaproveitamento da água da chuva. Em Salvador e região metropolitana, o verão 2023-2024 causou surpresa pela grande quantidade de chuvas. Fevereiro, na capital baiana, teve um índice de 333,5 mm, o triplo da média esperada para o período, que era de 98,7 mm.

Com sede em Simões Filho, a empresa Civil Pré-fabricados tem, desde o ano de 2011, utilizado essa estratégia de reaproveitamento da água para gerar economia. A água é captada no telhado do galpão da fábrica, de onde é transportada e armazenada em até 5 tanques com capacidade total de 60 mil litros.

"Nesses tanques, ela fica disponível para utilização na fábrica. Só usamos as outras fontes de água quando esses tanques estão com apenas 10% de sua capacidade", explica Claudio Moscoso, gerente comercial da Fábrica de Leves da Civil. 

"Utilizamos uma abordagem adaptável às variações sazonais na disponibilidade de água pluvial. Assim, no verão, quando há menos chuva, é possível maximizar o uso desse recurso, enquanto no inverno, quando a precipitação é mais abundante, é viável aumentar ainda mais a sua utilização", adiciona.

O movimento atípico da chuva no verão possibilitou a ampliação do uso de água com essas origens. Segundo a Civil, durante os meses mais quentes, essa utilização fica em torno de 50%. Com a anormalidade, esse percentual foi ampliado para 70% e resultouem uma economia na produção dos pré-fabricados. Já em meses tradicionalmente chuvosos, como o trimestre abril-junho,esse percentual pode chegar a até 80%.

Ainda de acordo com Moscoso, além da captação da água da chuva, a Civil possui uma logística reversa de reaproveitamento de resíduos de concreto no processo fabril. Com essa prática, o material é transportado para ser aproveitado na pedreira da empresa. "Esses materiais são utilizados na mistura de britas graduadas utilizadas em obras de infraestrutura", menciona.

Com operação iniciada em Camaçari desde 1978, a Cetrel, que possui atuação na área ambiental, afirma que tem planejado e implementado iniciativas para o aproveitamento sustentável dos recursos naturais. Entre elas, está a expansão de sua rede de monitoramento em zonas carentes de informações hidrogeológicas e de projetos de reúso de água.

"Essas iniciativas visam não apenas a manutenção da qualidade e quantidade dos recursos hídricos, mas também a adaptação às mudanças climáticas e a crescente demanda industrial, assegurando a viabilidade ambiental e econômica do Polo de Camaçari, afirma Jordon Werlang, coordenador do plano de gerenciamento de recursos hídricos do Polo Industrial de Camaçari, da Cetrel.

A Cetrel, além da Bahia, atua em diversos estados brasileiros, oferecendo soluções ambientais em água e efluentes, incluindo reúso e soluções off-site e on-site, incineração de resíduos industriais perigosos e consultoria ambiental, gerenciamento e remediação de áreas contaminadas, monitoramento ambiental e gestão de dados ambientais.

O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.

Classificação Indicativa: Livre

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