Meio Ambiente
Publicado em 27/05/2024, às 19h18 Redação
Entre as 20 mil mudas de espécies nativas, pioneiras e frutíferas produzidas pelo Viveiro Educador da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), em Ilhéus, estão angico, aroeira, goiaba flamboyant, ingá, ipê, jacarandá, vinhático, jenipapo, pitanga, embaúba e cedro. Nos últimos dois anos, elas foram plantadas, em sua maioria, nas áreas de captação de água e matas ciliares e contribuem na recuperação de uma área estimada em 120 mil metros quadrados da Mata Atlântica no sul da Bahia, hoje reduzida a 6% da cobertura original de 36% do território.
Dos 367 municípios baianos atendidos pela Embasa, 32 integram o bioma Mata Atlântica, onde 72 sistemas de abastecimento de água estão em operação, num total de 382.105 ligações e uma população de 1,31 milhão de habitantes. Grande parte das captações de água fica em área de mata ciliar, às margens de rios e córregos. “A mata ciliar protege os cursos de água, enquanto os cílios fazem o mesmo com os olhos”, compara a assistente social da Embasa Thaíse Dias.
Protegidas por lei, as matas ciliares são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APPs), porque impedem que sujeiras sólidas, como terra, resíduos de pesticidas, herbicidas, fungicidas e adubos, cheguem aos corpos d’água. Essa proteção é fundamental para que a qualidade da água que será destinada ao consumo humano após o tratamento seja mantida.
O Viveiro Educador da Embasa, em Ilhéus, está localizado próximo à Barragem do Iguape, um dos principais mananciais que abastecem o município. O viveiro também conta com um módulo educador para o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, destinada, principalmente, para estudantes. Até o momento, o plantio aconteceu em localidades de dez cidades da região do Sul da Bahia: Ilhéus, Canavieiras, Itacaré, Camacã, Aurelino Leal, Floresta Azul, Ubaitaba, São José da Vitória, Itaju do Colônia e Ibirapitanga.
Por causa do sistema agroflorestal denominado “cabruca”, onde o cacaueiro é cultivado à sombra das árvores nativas, a região cacaueira do sul do estado é um exemplo de como conciliar agricultura e conservação. Entretanto, a exploração de madeira e avanço da pecuária são algumas das maiores ameaças. “Daí a importância de ações de recomposição da mata ciliar, a fim de garantir água para o abastecimento da população”, observa a técnica Vanessa Paim, que atua no viveiro educador em Ilhéus. Ela também destaca a importância do plantio em áreas urbanas, visando a criação de zonas de proteção contra o sol.
Social
Além do que já foi mencionado até aqui, outra vertente de atuação da Embasa é o envolvimento da comunidade. A assistente social Thaíse Dias reforça que educação ambiental é “essencial para a sensibilização sobre a importância da Mata Atlântica, além de programas de reflorestamento e incentivos à sustentabilidade”. Esses aspectos são trabalhados durante palestras educativas e outras atividades desenvolvidas para estudantes e comunidades das localidades atendidas pela empresa.
O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.
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