Meio Ambiente
Publicado em 23/05/2025, às 12h00 Dandara Amorim
Há 40 anos, o Instituto Mãos Amigas iniciou seu trabalho de solidariedade e caridade nas ruas de Salvador. A principal proposta era realizar um café da manhã para pessoas em situação de vulnerabilidade na região dos Alagados, além de promover uma formação de autossustentação. Assim, o que começou somente com a Kátia Rocha, presidente do grupo, se ampliou. O instituto, neste ano, tem diferentes projetos que pensam no cuidado com o próximo, mas também com atenção ao meio ambiente.
Em entrevista ao BNews Junho Verde, Kátia Silveira, vice-presidente e arquiteta, explicou que os voluntários do café da manhã começaram a se perguntar sobre o descarte do lixo orgânico: o que poderiam fazer com todo o lixo produzido antes, durante e depois do café? “Dentro do processo de sustentabilidade, a gente sabe que o nosso lixo, em muitos casos, não pode ser reciclado. Esse lixo a gente chama de orgânico. Ele pode servir de adubo para fazer a compostagem e assim você gera terra, isso é uma realimentação da terra”, destacou.
De acordo com publicação da Unifasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), o lixo orgânico são todos os resíduos que têm origem animal ou vegetal: restos de alimento, folhas, sementes, restos de carne, ossos, entre outros, que sofrem um processo de decomposição natural, sumindo da natureza em pouco tempo.
Porém, para manusear esse material e transformá-lo em adubo no processo de compostagem é necessário ter um local apropriado e isolado, já que pode gerar um forte odor. O mesmo caso do lixo inorgânico, aquele que pode ser reutilizado, mas precisa ser encaminhado para o local correto.
E para Kátia, quando o assunto é a reciclagem, ela conta com a ajuda da Casa So+ma, por meio do projeto Recicla Salvador, um sistema de gestão de dados que contabiliza impacto socioambiental, com a contagem em porcentagem do material recebido e encaminhado para a reciclagem. E o valor é revertido em crédito para diferentes estabelecimentos, somando à Economia Circular. Segundo a fundadora e CEO da So+ma, Claudia Pires, em entrevista ao BNews, Salvador foi a primeira cidade a receber o projeto, cujo embrião foi em 2019.
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“Esse projeto [Recicla Salvador] é maravilhoso e tem ajudado bastante, porque temos uma rede, além dos voluntários, nossos parentes e amigos fazem a doação dos materiais e passamos para casa So+ma”, explicou a vice-presidente do Instituto.
Nas redes sociais, o instituto, que tem 10 voluntários fixos, mostra parte do cotidiano da ONG nas ruas de Salvador. Os projetos de arrecadar recicláveis e reutilizar o lixo orgânico são algumas das ações que acontecem para ter os valores e produtos revertidos na ajuda às pessoas em vulnerabilidade.
“A gente sempre precisa das pessoas, se não for através das doações de maneira financeira, que seja seu tempo, seu afeto! Pratique o bem com o outro e com a Terra”, finalizou a vice-presidente.
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