Meio Ambiente
Publicado em 14/06/2025, às 06h00 Dandara Amorim
O consumo da população cresce e com isso também aumenta o descarte de resíduo sólido. Porém, essa forma de “jogar o lixo fora” pode causar prejuízo à qualidade do meio ambiente, do solo e da saúde.
A coleta seletiva é uma maneira adequada de descartar os resíduos sólidos, com o objetivo de reduzir o volume de lixo, que deve ser encaminhado ao destino final adequado, podendo ser reciclado e transformado em novos produtos.
O destino final do lixo deve ser planejado pela gestão pública municipal, cuja principal política pública foi, durante muitos anos, através de aterros sanitários.
Em 2023, com base nos dados do Suplemento de Saneamento da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), 31,9% dos municípios brasileiros ainda utilizavam lixões como unidade de disposição final de resíduos sólidos. Essa é considerada a pior maneira de destinação final do resíduo. Outros 28,6% possuíam aterros sanitários, a exemplo de Salvador.
Além da destinação correta do lixo, que não pode ser reaproveitado e deve ser distribuído nos aterros, é importante destacar os métodos de reutilização dos resíduos. De acordo com a pesquisadora da Universidade Regional do Cariri (URCA), Luana Pessoa de Oliveira, existem as seguintes técnicas:
E para facilitar no momento da coleta seletiva para reciclagem, as cores mais comuns das latas de lixo podem ser encontrados em locais onde há a separação dos resíduos:
Em entrevista ao BNews Junho Verde, a bióloga, educadora ambiental e mestre em ecologia, Carla Circenis, afirma que o descarte correto é uma tarefa para as grandes empresas com políticas sustentáveis na produção de itens recicláveis que não prejudicam o meio ambiente. Mas, alertou que também pode ser realizada pelas pessoas por meio da separação do lixo, ao jogar o resíduo no local destinado, além de preferir utilizar embalagens que se dissipam facilmente na natureza.
O instituto Mãos Amigas é uma demonstração que uma pequena atitude faz a diferença, uma vez que a ONG, a partir da separação dos resíduos sólidos e a venda dos materias recicláveis, o valor dessa comercialização é revertida em alimentação para as pessoas em vulnerabilidade. Ao BNews Junho Verde, a vice presidente da ONG, Katia Silveira, explicou que a importância do gesto solidário muda a vida do outro, mas também da pessoa que prática o bem à natureza e ao próximo.
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