Meio Ambiente

Perguntas para IAs podem consumir água suficiente para abastecer cidades; entenda

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Fazer entre 20 e 30 perguntas para uma plataforma de IA pode resultar na evaporação de até meio litro de água potável  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 17/05/2025, às 08h30



Fazer entre 20 e 30 perguntas para uma plataforma de inteligência artificial pode resultar na evaporação de até meio litro de água potável, segundo estudos recentes. Isso ocorre porque, embora o usuário interaja apenas pelo computador ou celular, o processamento das informações acontece em grandes data centers, que consomem muita energia e utilizam milhares de litros de água para resfriar seus equipamentos. 

O alto consumo hídrico desses centros é um dos principais pontos de discussão na estratégia do governo brasileiro para atrair a instalação dessas estruturas no país, oferecendo incentivos fiscais como redução de impostos.

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Os data centers abrigam servidores responsáveis por processar, armazenar e gerenciar grandes volumes de dados digitais, fornecendo respostas para ferramentas como o ChatGPT. Para evitar o superaquecimento, esses ambientes dependem de sistemas de resfriamento que utilizam água potável, que acaba evaporando durante o processo.

Uma pesquisa realizada na Califórnia estimou que, a cada 20 a 50 perguntas feitas a um chatbot, meio litro de água é consumido, o que pode parecer pouco, mas ganha escala diante dos 400 milhões de usuários semanais do ChatGPT. Se todos utilizassem a ferramenta nesse volume, o consumo seria suficiente para abastecer cidades inteiras por um dia.

Além das IAs, os data centers também suportam outras tecnologias, porém o avanço da inteligência artificial tem acelerado o aumento do consumo de água em todo o mundo. No Brasil, o governo busca atrair investimentos para o setor, prometendo incentivos fiscais e destacando a matriz energética predominantemente hidrelétrica do país, que tem menor emissão de carbono em comparação a outros mercados. Contudo, especialistas alertam para o risco de impactos ambientais, especialmente diante do aumento da demanda por água e energia em um país que enfrentou, em 2024, a pior seca de sua história.

O Ministério do Meio Ambiente informou que irá participar da regulamentação da Política Nacional de Data Centers, mas ainda não detalhou quais serão as exigências ambientais para as empresas que se instalarem no Brasil.

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