Meio Ambiente

Produção florestal tem aumento de valor nas áreas de Silvicultura e Extração Vegetal

Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2023) foi divulgada pelo IBGE na quinta-feira (26) - Divulgação/Freepik
O aumento chega a 11,2% em 2023, configurando um recorde para o setor  |   Bnews - Divulgação Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2023) foi divulgada pelo IBGE na quinta-feira (26) - Divulgação/Freepik

Publicado em 27/09/2024, às 08h31   Publicado por Vagner Ferreira



A Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2023), divulgada na quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que, no ano passado, a produção primária florestal em 4.924 municípios brasileiros contabilizou R$ 37,9 bilhões, configurando um acréscimo de 11,2% e representa um recorde no valor da produção do setor. Contudo, esse aumento é menor quando comparado a 2022, que foi de 13,4%. 

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Em 2023, o valor da produção de silvicultura, que tem a exploração de florestas plantadas para fins comerciais, aumentou em 13,6%, enquanto o da extração vegetal, que é a exploração dos recursos vegetais naturais, diminuiu em R$132 mil. 

Neste período, a maior produção da silvicultura foi os produtos madeireiros, com aumento de 15,4%, representando 98,2% do valor de volumes florestais. Nesta categoria, a lenha teve aumento de 20,6%, a celulose cresceu em 19,4%; o carvão vegetal em 6,5%; e da madeira em tora para outras finalidades, 16,2%. Já o aumento da extração vegetal foi de 0,5%. Esses resultados registram uma estabilidade nos da extração desde 2021.

Os produtos madeireiros por quase todo o valor da produção da silvicultura (98,2%), na extração vegetal esse grupo representa 64,2%, seguido pelos alimentícios (29,9%), ceras (3,6%), oleaginosos (1,6%) e outros (0,7%).

O açaí, com R$ 853,1 milhões, e a erva-mate, com R$ 589,6 milhões, são os produtos extrativos não madeireiros que mais geraram valor da produção a preços correntes. Já entre os produtos alimentícios, estão o açaí (46,0%), a erva-mate (31,8%), a castanha-do-pará ou castanha-do-brasil (9,3%), o pequi (3,5%) e o pinhão representam (3,3%).

No país, as maiores concentrações de produções florestais estão entre as regiões Sul e Sudeste, que juntas corresponderam por 69,1% do valor total. Minas Gerais segue registrando o maior valor da produção para esse segmento, atingindo R$ 8,3 bilhões em 2023, o que representa 26%. Depois, segue o Paraná, com R$ 5,1 bilhões, 16% do total nacional.

O número de florestas plantadas totalizou em 9,7 milhões de hectares, dos quais 68,8%. Estavam plantados 7,6 milhões de hectares de eucalipto e 1,8 milhão de hectares de pinus. As áreas com cobertura de eucalipto corresponderam a 78,1% das florestas plantadas para fins comerciais no país. Enquanto 44,7% das áreas de eucalipto concentraram-se na Região Sudeste, observou-se predominância de florestas de pinus, correspondentes a 85,5%, na Região Sul.

O Brasil registra os maiores índices de produtividade de biomassa florestal com origem em áreas plantadas e, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a celulose ocupa o 10º lugar no ranking das exportações totais do país em 2023 (2,3%), com 19,1 milhões de toneladas exportados, que geraram US$ 7,9 bilhões, uma redução de 5,3% frente ao ano anterior. 

O setor da madeira em tora para papel e celulose permanece com tendência de alta, atingindo o valor de R$ 11,7 bilhões, crescimento de 19,4% no valor da produção, após o crescimento de 35,4% registrado em 2022.

A segunda colocação foi ocupada pela madeira em tora para outras finalidades, que cresceu 16,2% em relação a 2022. A terceira posição ficou com o carvão vegetal, com 23,6% do total do setor, somando R$ 7,5 bilhões, o que indica aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. 

Classificação Indicativa: Livre

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