Meio Ambiente
Os dias estão cada vez mais quentes, conforme anunciaram agências de monitoramento meteorológico nesta sexta-feira (10). A temperatura média global de 2024 superou facilmente o recorde de calor de 2023, ultrapassando o limite de aquecimento de longo prazo de 1,5ºC desde o final do século 19, estabelecido no Acordo de Paris de 2015. Os dados foram divulgados pelo Serviço de Mudança Climática Copernicus da Comissão Europeia, o Met Office do Reino Unido e a agência meteorológica do Japão.
O aquecimento médio registrado pelas equipes foi de 1,6ºC (2,89ºF) segundo os europeus, 1,57ºC (2,83ºF) pelos japoneses e 1,53ºC (2,75ºF) pelos britânicos. Nos Estados Unidos, agências como a NASA e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) devem divulgar seus números em breve, mas especialistas indicam que também confirmarão o recorde de calor em 2024.
Recorde de calor em julho
O dia 10 de julho foi registrado como o mais quente já observado na história humana, com uma temperatura média global de 17,16ºC (62,89ºF), segundo o Copernicus. A principal causa do aquecimento recorde é a queima de combustíveis fósseis, afirmaram cientistas. Fenômenos como o El Niño contribuíram com um pequeno aumento, enquanto a erupção de um vulcão submarino em 2022, que lançou partículas na atmosfera, teve um efeito de resfriamento temporário.
Projeções para 2025
Embora os cientistas indiquem que 2025 pode ser menos quente que 2024, os primeiros dias de janeiro já apontam o início de ano mais quente da história, com temperaturas médias ligeiramente mais altas, segundo dados do Copernicus.
O debate sobre a aceleração do aquecimento global continua. Não há evidências suficientes de aceleração no aquecimento atmosférico, mas os oceanos estão acumulando calor em um ritmo mais rápido, segundo Carlo Buontempo, diretor do Copernicus.
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