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Justiça nega novo habeas corpus para Deolane Bezerra investigada por lavagem de dinheiro do PCC

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Defesa de Deolane Bezerra pedia a transferência da advogada para uma Sala de Estado-Maior ou prisão domiciliar  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 18/07/2026, às 16h05



Foi negado neste sábado (18), por unanimidade, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da advogada Deolane Bezerra que pedia a sua transferência para um Sala de Estado-Maior ou que fosse decretada a prisão domiciliar

A influenciadora foi presa no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela é suspeita de participação em atividades relacionadas à exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro do crime organizado.

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A relatora do caso, a desembargadora Renata Cantello, afirmou que "as inconformidades apontadas pela impetração e pelo relatório da OAB/SP caracterizam meras insatisfações com a rigidez natural do regime de reclusão e questões de gestão administrativa interna, incapazes de indicar ilegalidade da custódia preventiva ou de justificar a concessão de prisão domiciliar".

Cantello também ressaltou que Deolane está com a inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspensa desde a decretação de sua prisão. De acordo com a magistrada, essa circunstância descaracteriza a condição jurídica que legitimaria a incidência da prerrogativa pleiteada, inexistindo direito subjetivo ao recolhimento em Sala de Estado-Maior ou à conversão automática da prisão cautelar em domiciliar.

No voto, Renata Cantello também mencionou documentação anexada ao processo com levantamento da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo.

Para a desembargadora, a unidade prisional não foi escolhida com o objetivo de prejudicar a influenciadora, mas integra a política prisional adotada pelo estado. 

A defesa da advogada disse respeitar a decisão, mas não concorda.  “Respeitamos a decisão do TJSP, mas não nos conformamos e seguiremos lutando pela defesa da prerrogativa e da liberdade”, disse a defesa em nota.

Os advogados também disseram que Deolane “sempre esteve à disposição da Justiça” e continuará colaborando com as autoridades. A defesa declarou ainda confiar que a inocência da influenciadora será comprovada durante o processo.

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