Meio Ambiente

Secretário da SEMA destaca desafios da coleta seletiva e alerta para risco ambiental no aterro de Salvador

Carlos Alberto
O secretário foi o convidado do 'de cara com o líder' nesta quarta-feira (03)  |   Bnews - Divulgação Carlos Alberto
Melissa Lima

por Melissa Lima

melissa.lima@bnews.com.br

Publicado em 03/12/2025, às 21h25



O Secretário de Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eduardo Sodré, participou, nesta quarta-feira (03), do programa De Cara com o Líder, da Rádio Baiana FM (89,3), apresentado pelo vice-governador Geraldo Júnior, e detalhou a situação da coleta de lixo e da destinação final dos resíduos sólidos em Salvador.

Durante a entrevista, ele defendeu que a capital precisa avançar em políticas estruturantes de coleta seletiva e reforçou que o Estado analisa com rigor técnico o pedido de ampliação do aterro metropolitano.

Segundo o secretário, a coleta seletiva em Salvador ainda não acontece de forma adequada e não pode depender apenas do esforço individual dos moradores. “Eu dizia em sala de aula: quem faz coleta seletiva? Ah, eu faço em casa. Mas tinha que levar para o ponto de coleta. Não, coleta seletiva tem que ser feita coletiva. Não só para cooperativa: tem que ter uma estrutura de política pública da prefeitura”, afirmou.

Sodré também explicou a diferença entre destinação adequada e simples disposição de resíduos. “A destinação é quando você trabalha todas as estruturas e ferramentas possíveis para tratar aquele resíduo ambientalmente. Quando você não faz isso, o que você tem é disposição, que é o aterro sanitário”, destacou.

O secretário comentou ainda o cenário do Aterro Metropolitano Centro, localizado na região do CIA, que passa por impasse administrativo envolvendo renovação de contrato e solicitação de ampliação para as células 8 e 9. Ele ressaltou que o Estado foi acionado para avaliar o pedido, mas encontrou um ponto crítico.

“Eles pediram para a gente uma ampliação, mas pedem o manilhamento de um afluente do Rio Ipitanga para colocar resíduo em cima. Nossa equipe está avaliando isso, porque temos que analisar tecnicamente e ambientalmente. Não dá para permitir nenhum tipo de contaminação no afluente do Rio Pitanga, que é fundamental para a região de Jaguaribe e desemboca no Rio Joanes”, explicou.

Durante a entrevista, o vice-governador Geraldo Júnior destacou a importância do debate sobre políticas ambientais e reforçou o papel da Secretaria de Meio Ambiente na proteção dos recursos naturais e na condução técnica das análises.

O programa De Cara com o Líder vai ao ar diariamente na Baiana FM e tem se consolidado como espaço de diálogo sobre temas estratégicos para o desenvolvimento da Bahia.

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