Meio Ambiente
Quando se fala em preservação ambiental, os oceanos não podem ficar de fora: eles cobrem cerca de 71% da superfície da Terra e abrigam uma imensa diversidade de vida.
É nesse contexto que surge a importância da chamada “cultura oceânica”, o entendimento das relações entre seres humanos e o mar, incluindo tanto a influência do oceano sobre nós quanto o impacto das nossas ações sobre ele.
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Em entrevista ao projeto Semana Azul BNews – Economia do Mar, o vereador e engenheiro ambiental André Fraga destacou que inserir essa perspectiva no centro das políticas públicas e da gestão costeira é essencial para garantir sustentabilidade marinha e engajar toda a sociedade.
“Não apenas o governo, mas também a sociedade civil, o setor privado e a academia. A cultura oceânica tem esse objetivo: levar mais conhecimento sobre o oceano, sobre todos os fatores que o envolvem, para que a sociedade compreenda sua importância”, afirmou.
Segundo Fraga, quando a população entende que a crise climática afeta diretamente os oceanos, e, consequentemente, a vida cotidiana, fica mais fácil implementar medidas efetivas.
O vereador também ressaltou o papel estratégico da engenharia ambiental na busca por soluções inovadoras para conservação e recuperação dos ecossistemas marinhos. Para ele, o mundo vive um cenário de “multicrise”, em que emergências climáticas se conectam a problemas econômicos, sociais e ambientais.
“Profissões e áreas como a engenharia ambiental trazem essa perspectiva integrada. É preciso pensar soluções holísticas, que compreendam que tudo está interligado, e não apenas ‘soluções de fim de tubo’”, defendeu.
Para Ivan Euler, secretário de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal de Salvador, o processo de políticas públicas durante a Semana Azul – anteriormente citado por André como um fator fundamental no estabelecimento da cultura oceânica – é um dos principais impulsionadores na valorização do mar e todas as suas riquezas na capital baiana.
“A Semana Azul também fortalece políticas públicas e estimula parcerias entre setores diversos, criando um ecossistema favorável à conservação marinha. Em Salvador, vejo esse período como uma oportunidade para reaproximar o cidadão do mar, não apenas como um espaço de lazer, mas como um bem comum que precisa ser cuidado todos os dias”, afirmou Euler.
Além disso, o secretário enfatizou a importância da preservação do mar baiano, berço de uma riqueza imensurável, e destacou o Parque Marinho da Barra como uma das principais zonas de olhar sustentável em todo o Brasil.
“Aqui em Salvador, que é banhada por esse patrimônio natural, temos um exemplo emblemático da importância dessa preservação: o Parque Marinho da Barra. Trata-se de uma das áreas de conservação mais importantes do nosso litoral, que abriga uma grande diversidade de espécies marinhas e é referência em educação ambiental e turismo sustentável”, completou.
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