Meio Ambiente

Semana Azul BNews: Família Schurmann relata encontro com mar de plástico ‘nunca visto’; entenda

Reprodução / Voz dos Oceanos
A bordo do veleiro sustentável Kat, família Schurmann registra mar de plástico no Oceano Índico  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Voz dos Oceanos
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 23/08/2025, às 14h30 - Atualizado às 15h01



A Fundação Ellen MacArthur alertou, em 2016, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que até 2050 os oceanos podem ter mais plásticos do que peixes, segundo o estudo “Nova Economia do Plástico”. 

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O cenário, antes visto como distante, já é realidade para a Família Schurmann, que há mais de 40 anos navega pelo mundo e denuncia os impactos da poluição marinha por meio do projeto Voz dos Oceanos.

Durante a atual expedição, a bordo do veleiro sustentável Kat, os Schurmann se depararam com uma concentração inédita de resíduos plásticos no meio do Oceano Índico. As informações são do portal Ciclo Vivo.

“Encontramos lixo em todas as praias por onde passamos, mas nunca havíamos visto uma quantidade tão grande no meio do oceano”, afirmou Wilhelm Schurmann, capitão da embarcação.

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Mar de plástico - Foto; Voz dos Oceanos

A família segue a caminho de Belém, onde pretende concluir a primeira volta ao mundo do projeto durante a Conferência Mundial das Nações Unidas - COP30, e traz registros de realidades contrastantes observadas na Indonésia. 

Em Raja Ampat, uma Área Marinha Protegida reconhecida pela biodiversidade, mergulharam entre arraias-manta, tartarugas, cardumes e corais. Pouco depois, testemunharam o oposto: águas tomadas por embalagens e microplásticos, em que peixes e recifes dividiam espaço com resíduos.

“Foi um momento triste e impactante. Precisamos urgentemente conter esse tsunami de plástico. Navegar em locais paradisíacos e perceber essa ameaça tão próxima é alarmante”, disse Heloísa Schurmann, uma das líderes da expedição.

Heloísa também destacou os desafios globais ligados à destinação do lixo:“Desde que a China restringiu a importação de resíduos em 2018, países do Sudeste Asiático, como a Indonésia, passaram a receber carregamentos legais e ilegais de lixo de outras nações. Isso mostra que não existe ‘jogar fora’: todo resíduo acaba em algum ponto do planeta”, completou.

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