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Adolescente de 14 anos usa espingarda e atira em diretor e professora dentro de escola

Reprodução/Google Maps
Adolescente usou uma espingarda de caça para atingir as vítimas, que não correm risco de morte  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Google Maps
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 12/10/2026, às 13h49



O diretor e uma professora de uma escola ficaram feridos, nesta segunda-feira (12), após sofrerem um ataque a tiros, que foram desferidos por um aluno, na França. O estudante do ensino fundamental teria utilizado uma espingarda de caça para efetuar os disparos. De acordo com a imprensa local, as vítimas não correm risco de morte.

Segundo informações publicadas pelo site Metrópolis, o adolescente, que tem apenas 14 anos disparou contra os educadores com uma espingarda calibre .12. As circunstâncias dos disparos ainda não foram esclarecidas e o aluno se encontra detido.

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O atentado ocorreu na escola Joseph-Lakanal, em Aubagne. A imprensa francesa também divulgou que a situação teria levado o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, a pedir para que o ministro do Interior, Laurent Nuñez, e o ministro da Educação, Edouard Geffray, fossem até o local.

O que aconteceu

Um relato publicado no site Carta Capital, era por volta de 10h, no horário local, quando o adolescente abriu fogo com uma espingarda. As autoridades locais teriam informado que “o suspeito, por um motivo desconhecido, disparou contra o diretor”. Ele foi atingido nas coxas e na região da lombar.

O adolescente teria disparado novamente, vez contra uma professora. A mulher foi atingida por um chumbinho na coxa. O estudante teria disparado uma terceira vez, no corredor e, em seguida, interceptado por um membro da equipe da escola. Há ainda um relato de que um quarto disparo teria sido efetuado contra o quadro de uma sala de aula, no momento em que alunos e um professor estavam lá dentro.

Protestos pela educação pública

O incidente na escola de Aubagne, no sul da França e cerca de 800 quilômetros distante de Paris, ocorreu em meio a protestos de estudantes do ensino médio e universitários. Eles pedem por melhorias na educação pública do país.

Entre as principais reivindicações dos estudantes estão a contratação de mais profissionais da educação e a redução da superlotação nas salas de aula. Eles também pedem pela recuperação de escolas com infraestrutura precária.

As manifestações fazem parte de uma mobilização nacional iniciada em setembro. O movimento reúne não apenas estudantes, mas também sindicatos, professores e outros setores da sociedade.

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