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Ataque ao Irã: Saiba as alegações dos EUA, Israel e Irã sobre o conflito

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O presidente dos EUA, Donald Trump, alega que o Irã não aceitou proposta de acabar com programa nuclear  |   Bnews - Divulgação Reprodução / CNN
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 28/02/2026, às 14h12



Os Estados Unidos iniciaram neste sábado (29) uma ampla ofensiva militar contra o Irã. O presidente Donald Trump anunciou que o país deu início a “grandes operações de combate” com o objetivo declarado de destruir o programa nuclear iraniano e neutralizar suas forças armadas. A expectativa é que as incursões militares levem dias, diferente dos ataques realizados em junho de 2025.

Em um vídeo publicado na plataforma Truth Social, Trump afirmou que a ação batizada como "Operação Fúria Épica" é resposta à rejeição do Irã das oportunidades de abandonar o programa nuclear. Trump argumenta que busca proteger o povo americano eliminando ameaças iminentes representadas pelo regime iraniano. Israel também confirmou que está conduzindo ataques contra o Irã.

A ofensiva deste sábado, diferente da realizada em junho, começou à luz do dia, pela manhã de sábado, no primeiro dia útil da semana no Irã, enquanto as pessoas iam ao trabalho ou à escola. Trump declarou que o Irã não apenas manteve seu programa nuclear, como também desenvolveu mísseis balísticos capazes de ameaçar a segurança dos Estados Unidos. Ele prometeu destruir a indústria de mísseis do país e “aniquilar” a marinha do país.

Os ataques ocorreram mesmo após o ministro das Relações Exteriores de Omã, que mediava negociações entre Washington e Teerã, apontar “progressos significativos” no diálogo.

Rendiçao ou "morte certa"
Trump pediu que a Guarda Revolucionária Islâmica depusesse as armas, oferecendo “imunidade total” aos que se rendessem e alertando para “morte certa” em caso de resistência. Ele também se dirigiu diretamente ao povo iraniano, sugerindo que, após o fim das operações, a população poderia assumir o controle do governo, afirmando que esta poderia ser uma oportunidade histórica de mudança.

Retaliação
A resposta do Irã veio com diversos a países do Oriente Médio onde os Estados Unidos mantêm bases militares. Foi o que ocorreu nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e no Bahrein. Israel também foi atacado. Não há certeza se as explosões foram causadas por mísseis interceptados ou por impactos diretos.

Relatos da agência Reuters indicam que explosões atingiram o distrito de Pasteur, em Teerã, onde está localizado o complexo de segurança que abriga o Líder Supremo, Ali Khamenei.

Segundo três fontes citadas pela Reuters, o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam sido mortos durante os ataques.

O cenário aponta para uma possível escalada do conflito, com risco de se transformar em uma guerra regional de maiores proporções.

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