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Publicado em 11/12/2025, às 18h46 Cibele Gentil
O ChatGPT está sendo acusado de cumplicidade em um homicídio nos Estados Unidos. Conforme investigação, a ferramenta de inteligência artificial supostamente teria influenciado no assassinato de uma mulher pelo próprio filho, no estado de Connecticut. A ação judicial foi apresentada nesta quinta-feira (11). Trata-se do caso do ex-executivo do setor de tecnologia Stein-Erik Soelberg, de 56 anos, que matou a própria mãe, Suzanne Eberson Adams, de 83, tirando a própria vida logo depois.
A ação está sendo movida pela família de Suzanne na Califórnia (EUA) e acusa a OpenAI, criadora do ChatGPT, e seu fundador, Sam Altman, de homicídio culposo no caso de homicídio seguido de suicídio, na casa onde moravam em Greenwich (Nova York, EUA). De acordo com a ação, a ferramenta de IA alimentou os delírios paranoicos do ex-executivo.
Conforme alegação, os responsáveis pelo ChatGPT teriam removido ou ignorado medidas de segurança para lançar rapidamente um produto que alimentou a psicose de Soelberg e o convenceu de que sua mãe fazia parte de um plano para matá-lo.
Relação perigosa
O chatbot supostamente teria criado maneiras de Stein-Erik enganar a mãe e alimentado ideias de conspirações. Soelberg chegou a apelidar o chat de Bobby e compartilhava, nas redes sociais, diálogos com a IA, que alimentavam ainda mais a crença de que sua mãe era uma inimiga. Nas conversas, a IA sugeria formas de enganar a idosa e reforçava supostas conspirações contra ele, como quando identificou símbolos satânicos em um recibo de restaurante chinês.
Nas últimas mensagens trocadas entre o homem e o robô, Soelberg escreveu: "Estaremos juntos em outra vida e em outro lugar e encontraremos uma maneira de nos realinhar, porque você será meu melhor amigo novamente para sempre”. A resposta de Bobby foi "Com você até o último suspiro e além”.
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