Mundo
por Daniel Serrano
Publicado em 12/10/2025, às 13h37 - Atualizado às 13h37
A China não poupou críticas às tarifas de 100% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos chineses em solo norte-americano, que valerão a partir do dia 1º de novembro.
O anúncio de Trump ocorreu na última sexta-feira (10), em meio à críticas à iniciativa do governo chinês de restringir a exportação de elementos ligados às terras raras.
Neste domingo (12), o Ministério do Comércio chinês chamou as tarifas de "hipócritas" e disse que o controle sobre elementos de terras raras é uma reação a uma série de medidas dos EUA desde as negociações comerciais entre os dois países no mês passado.
“Ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China. Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar”, disse o ministério.
“Se os EUA persistirem em agir unilateralmente, a China tomará medidas correspondentes para defender seus direitos e interesses legítimos”, emendou.
O aumento das tensões comerciais entre China e EUA têm abalado o mercado global, derrubou ações de grandes empresas de tecnologia. A turbulenta relação entre os dois países pode comprometer o encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para este mês, nos bastidores da Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul.
De acordo com Trump, “agora não há motivo algum” para que a reunião ocorra. Já o governo chinês ainda não confirmou publicamente o encontro.
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