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Países do Oriente Médio e da Ásia sofreram com falhas na internet, neste domingo (7), após cortes de cabos submarinos no Mar Vermelho. Segundo a Microsoft, o tráfego que passa pela região sofre "latência aumentada" e que seus serviços de nuvem Azure foram afetados.
A causa oficial ainda não foi confirmada, mas há suspeitas de que o grupo rebelde houthi, do Iêmen, esteja por trás da ação em uma tentativa de pressionar Israel a encerrar a guerra contra o Hamas. Dentre os países afetados estão Arábia Saudita, Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Índia.
De acordo com a NetBlocks, que analisa o acesso à internet, as falhas afetaram os sistemas perto de Jeddah, na Arábia Saudita.
O cabo Sudeste Asiático–Oriente Médio–Europa Ocidental 4, operado pela companhia indiana Tata Communications, e o cabo Índia–Oriente Médio–Europa Ocidental, administrado por um consórcio supervisionado pela Alcatel-Lucent, foram afetados.
O que são os cabos submarinos
Os cabos submarinos são responsáveis por quase todas as comunicações digitais no mundo. Atualmente, quase 450 dutos instalados se estendem por "1,2 milhão de quilômetros", de acordo com um relatório do 'Center for Strategic and International Studies' (CSIS) publicado em agosto de 2024.
Apenas quatro empresas controlam quase todo o mercado: a SubCom, dos EUA, a Alcatel Submarine Networks (ASN), da França, a Nippon Electric Company (NEC), do Japão, e a HMN Technologies, da China.
As estruturas são regularmente danificadas por elementos naturais (terremotos submarinos, tsunamis), mas também por âncoras de navios, além de estarem sujeitas a tentativas de sabotagem e espionagem.
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