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Documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos revelam uma investigação norte-americana sobre um suposto avistamento de um objeto voador não identificado (OVNI) em Conde, no litoral norte da Bahia, em novembro de 1963.
Os arquivos fazem parte de uma nova liberação de documentos sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês). De acordo com os registros, a história relatava que uma grande esfera metálica teria caído na cidade, com um suposto ocupante morto dentro do objeto.
Um dos documentos, produzido pela CIA em 8 de novembro daquele ano, aponta que uma transmissão de rádio em português, no Rio de Janeiro, informou sobre o suposto acidente. O relato mencionava uma "grande esfera metálica" que teria provocado um buraco de cerca de quatro metros de profundidade.
Após a repercussão do caso, autoridades americanas solicitaram uma investigação para verificar as informações divulgadas pela imprensa. O material chegou a ser encaminhado ao Departamento de Defesa dos EUA, à Força Aérea americana e à Nasa.
No entanto, o Consulado dos Estados Unidos em Salvador concluiu que não havia evidências que confirmassem a queda de qualquer objeto em Conde. O então cônsul Harold Midkiff afirmou que o caso "aparentemente foi fabricado no Rio".
Documentos também apontam que jornais baianos ajudaram na apuração. O Diário de Notícias publicou uma nota informando que o Ministério da Aeronáutica negava a existência de qualquer "objeto estranho" na cidade. Já o Jornal da Bahia publicou uma reportagem com o título irônico "O dirigível que não estava lá".
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