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Um esqueleto feminino com aproximadamente 7.100 anos identificado como Xingyi_EN foi encontrado no sítio arqueológico de Xingyi, localizado na província chinesa de Yunnan. De acordo com especialistas, a descoberta pode contribuir para entender melhor a história evolutiva da Ásia, especialmente sobre as origens do povo tibetano.
A partir das análises dos restos humanos antigos revelou-se algo inesperado, o DNA de Xingyi_EN é diferente das populações conhecidas do leste ou do sul da Ásia, o esqueleto pertence a uma linhagem “profundamente divergente”. Esse grupo permaneceu isolado por milhares de anos. Os cientistas chamaram essa linhagem de Xingyi da Ásia Basal. De acordo com as análises, a separação dessa população em relação aos outros grupos humanos aconteceu há pelo menos 40 mil anos.
Mas apesar do entusiasmo com o “achado”, os cientistas responsáveis pelo estudo, publicado na revista Science nesta quarta-feira (29) pedem cautela. A principal razão é o fato de que a evidência genética foi obtida a partir de apenas um indivíduo. Por isso, mais escavações e análises serão necessárias para compreender com mais profundidade o papel dessa linhagem na história da evolução humana na Ásia.
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