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Estudo revela intensidade de próxima "tempestade do século" nos EUA; entenda

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A "tempestade do século" pode se intensificar devido a poluição climática  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa | Freepik

Publicado em 19/07/2025, às 09h42   Cadastrado por Emilly Giffone



As tempestades "Nor’easters" registradas na Costa Leste dos Estados Unidos estão se intensificando devidos aos efeitos da poluição climática. Um estudo publicado na segunda-feira (14), na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou que o fenômeno está em crescente pelo contraste de temperatura.

De acordo com a CNN, essas tempestades ameaçam as cidades da Costa Leste. Em março de 1993, a chamada “Tempestade do Século” matou mais de 200 pessoas e soprou ventos de mais de 160 km/h, além de 152 cm de neve em algumas regiões.

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De acordo com o cientista climático da Universidade da Pensilvânia, Michael Mann, apesar da redução de tempestades desse nível que pode acontecer durante o passar dos anos, não dá pra definir o que acontecerá com as chuvas intensas, pouco estudadas. Com o aquecimento do Ártico, menor será o contraste de temperatura.

Mann é um dos autores do grupo de estudo, que analisou dados de 900 tempestades, números registrados entre 1940 e 2025. Segundo a pesquisa, a velocidade máxima do vento das tempestades nor’easters teve um aumento de cerca de 6% desde o primeiro ano do estudo.

Segundo ele, esse aumento da velocidade do vento equivale a uma elevação de 20% no potencial destrutivo da tempestade. O mesmo acontece com as taxas de chuva e neve, que aumentaram cerca de 10%.

O cientista esclareceu que a intensificação dessas tempestades acontecem porque o ar e o oceano mais quentes proporcionam mais evaporação e consequentemente uma atmosfera mais úmida. Ele destaca ainda a importância de entender como esses fenômenos mudarão com o aquecimento global.

Outro ponto levantado por ele é o risco de inundações. “As inundações do nordeste têm sido negligenciadas, e essa é mais uma contribuição para o aumento do risco costeiro na qual não temos nos concentrado o suficiente", esclareceu.

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