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Ex-executivo da Samsung é acusado de roubar dados confidenciais da empresa

Divulgação/Samsung
Intenção do suspeito era construir uma fábrica de chips com as informações roubadas  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Samsung
Marcelo Ramos

por Marcelo Ramos

marcelo.ramos@bnews.com.br

Publicado em 13/06/2023, às 06h45



Representantes da Samsung vieram a público, na segunda-feira (12), para acusar um de seus antigos executivos de roubar dados confidenciais da companhia. De acordo com promotores de justiça responsáveis pelo caso, o ex-funcionário tinha como principal intenção construir uma fábrica de chips com as informações roubadas, copiando as tecnologias e processos de produção da Samsung.

Segundo a reportagem do site TechCrunch, o ex-empregado, que não teve seu nome revelado, é um homem de 65 anos, que também já havia trabalhado para a SK Hynix, outra empresa coreana que atuava no ramo de fabricação de chips. O suspeito foi acusado de violar leis de proteção da indústria tecnológica e se apossar de dados secretos entre 2018 e 2019 a fim de recriar a planta de semicondutores da Samsung. Além disso, a "cópia" ficaria a apenas 1,5 quilômetros da fábrica de chips da Samsung localizada em Xi’an, na China.

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Entretanto, os planos do executivo deram errado quando um de seus investidores resolveu não seguir adiante com o projeto. O investidor em questão era uma empresa taiwanesa, que prometeu injetar cerca de U$ 6 bilhões no negócio. A partir daí, os planos do acusado vazaram e não tiveram continuidade, ainda de acordo com o TechCrunch.

Os promotores também revelaram que o suposto ladrão, que trabalha na área de semicondutores há cerca de 25 anos, criou duas fábricas de chips, uma na China e outra em Singapura, e já havia contratado 200 profissionais do ramo, tirando-os da própria Samsung e da SK Hynix. Os oficiais de justiça disseram que o roubo de dados poderia acarretar um prejuízo de U$ 233 milhões para a Samsung.

"É um crime sério que poderia significar um golpe duro às fundações da indústria de semicondutores em um período em que a competição pela produção de chips é feroz", afirmaram os promotores, que indiciaram mais seis pessoas no processo, todas envolvidas com a Samsung no passado.

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