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Governo de Maduro nega que opositores venezuelanos tenham sido resgatados pelos Estados Unidos

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Governo afirmou que eles saíram do país após negociações com o chavismo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 08/05/2025, às 13h55



O regime de Nicolás Maduro negou na última quarta-feira (7) que os opositores venezuelanos asilados na embaixada argentina em Caracas tenham sido "resgatados" pelos Estados Unidos, afirmando que a saída do país ocorreu após negociações com o chavismo. A declaração foi feita pelo ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, em seu programa na TV estatal, quase 24 horas após o anúncio dos EUA sobre a saída dos asilados rumo ao território americano.

Cabello afirmou que quatro dos opositores deixaram a embaixada após contatos diretos com o governo venezuelano e ironizou a versão de uma operação tipo "Missão Impossível" divulgada pelos EUA e pela oposição. Segundo ele, a mãe da líder opositora María Corina Machado também saiu da Venezuela em um voo para a Colômbia como parte do acordo. O ministro ressaltou que não pode revelar detalhes por ter dado sua palavra, mas garantiu que tudo foi negociado, contrariando a narrativa de um resgate unilateral.

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Por outro lado, os Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, anunciaram na terça-feira (6) que os opositores foram retirados da embaixada argentina em Caracas por meio de uma "operação precisa" de resgate, e já se encontram em solo americano. Rubio classificou o regime de Maduro como ilegítimo e destacou a importância da operação para a segurança regional.

O governo argentino também comemorou a saída dos opositores, chamando a ação de "extração" e agradecendo o empenho dos EUA, especialmente do secretário Marco Rubio. A embaixada argentina na Venezuela estava sob custódia do Brasil desde a expulsão dos diplomatas argentinos por Maduro, mas o Itamaraty confirmou que não teve conhecimento prévio da operação e que seus pedidos de salvo-conduto para a saída dos asilados foram negados pelo governo venezuelano.

O porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, afirmou que não houve negociação com o regime de Maduro para a saída dos opositores, reforçando a versão de uma operação conduzida pelos EUA. Em resposta, Cabello ironizou dizendo que quem nega a negociação foi excluído dela e que a permanência dos opositores na embaixada dependia deles mesmos, ressaltando que o chavismo não os colocou lá.

O caso se arrastava desde março de 2024, quando os opositores buscaram refúgio na embaixada argentina após mandados de prisão emitidos pelo regime chavista. Durante o período, houve relatos de restrições à entrada de água, alimentos e remédios na residência diplomática, agravando a situação dos asilados. A saída dos opositores foi resultado de semanas de negociações intermediadas, inclusive, pela Colômbia, que envolveu pedidos de troca de presos políticos entre os países.

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