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Governo Trump sanciona empresas e cidadãos brasileiros por suposta ligação com o PCC

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Dois cidadãos brasileiros e quatro empresas são sancionados por suposta lavagem de dinheiro relacionada ao PCC  |   Bnews - Divulgação Site / Casa Branca
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 01/07/2026, às 13h33



O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) a aplicação de sanções contra dois cidadãos brasileiros e quatro empresas, sendo três sediadas no Brasil e uma em Portugal, por suposta participação em uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, os alvos da medida do país comandado por Donald Trump são: Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. 

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Também foram incluídas nas sanções às empresas: Victory Trading Intermediação de Negócios; Cobranças e Tecnologia Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, além da portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal LDA.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, Shimada seria um elo entre integrantes do PCC que atuam na Flórida e traficantes internacionais. 

O governo americano afirma que ele teria participado da lavagem de mais de US$ 30 milhões em recursos considerados ilícitos, gerados em cidades dos EUA e regiões próximas, utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício da organização criminosa.

Ainda segundo o comunicado oficial, Stella Stefanie teria atuado como responsável pelo suporte operacional das atividades financeiras, auxiliando na coleta e movimentação de grandes quantias em dinheiro.

As sanções foram anunciadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de medidas econômicas e financeiras internacionais. Entre os efeitos das sanções estão o eventual bloqueio de ativos sob jurisdição americana e restrições para transações envolvendo cidadãos e empresas dos EUA.

Em nota, Gene Lange, que exerce as funções de subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, afirmou que a medida representa mais um passo do governo americano para combater e reconhecer o avanço da geração de receitas ilícitas atribuídas ao PCC dentro do território dos Estados Unidos.

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