Mundo
por Leonardo Oliveira
Publicado em 13/01/2026, às 15h58
O primeiro-ministro da ilha ártica, Jens-Frederik Nielsen, afirmou em uma coletiva de imprensa em Copenhague, nesta terça-feira (13), que a Groenlândia “escolhe a Dinamarca em vez dos Estados Unidos”.
A declaração acontece em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de querer anexar a ilha. Na semana passada, o primeiro-ministro da Groenlândia já tinha solicitado que Trump parasse com as ameaças.
“Há uma coisa que precisa ficar clara para todos: a Groenlândia não quer pertencer aos Estados Unidos. A Groenlândia não quer ser governada pelos Estados Unidos. A Groenlândia não quer fazer parte dos Estados Unidos”, disse Nielsen.
Nielsen criticou severamente à “pressão completamente inaceitável”. O político ressaltou que “é claro que queremos fortalecer a cooperação em segurança no Ártico com os Estados Unidos, com a Otan, com a Europa e com os Estados árticos que fazem parte da Otan”. Para o premiê, “há muitos indícios de que a parte mais difícil ainda está por vir”. Ele concedeu uma entrevista ao lado de sua homóloga dinamarquesa, Mette Frederiksen.
O que disse Trump
Trump declarou que poderiam usar “a maneira suave” ou “a maneira dura” para anexar a ilha. Ele descartou, por ora, a “compra do território”. De acordo com as informações da agência Reuters, o governo Trump estuda uma possibilidade de pagar até R$ 530 mil por habitante da Groenlândia para apoiar o plano de anexação.
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O argumento do presidente americano é que se os EUA não tomarem a ilha, Rússia ou China farão isso. “Não podemos permitir que a Rússia ou a China ocupem a Groenlândia. É isso que elas farão se não agirmos. Portanto, tomaremos alguma providência em relação à Groenlândia, seja da maneira suave ou da maneira dura”, afirmou Trump na última sexta-feira.
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