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Publicado em 07/03/2025, às 10h07 Maurício Viana
O Ministério Público da Guiana solicitou proteção à Corte Internacional de Justiça (CIJ) após a Venezuela convocar eleições em Essequibo, uma região que pertence à Guiana, mas que foi declarada anexada por Caracas, capital da Venezuela, em abril de 2024. O pedido de proteção foi feito na última quinta-feira (6).
Como resposta, a Guiana acionou a Corte, o tribunal mais alto das Nações Unidas, buscando que “ordene à Venezuela que se abstenha de qualquer ato dentro de seu território soberano”, afirmou o país em comunicado. Além disso, ressaltou que o plano de realizar as eleições no território disputado constitui uma "violação flagrante".
Em abril do ano passado, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, promulgou uma lei que criou uma província venezuelana em Essequibo, uma região que pertence à Guiana. A possibilidade de anexação do território à Venezuela começou a ser discutida em 2023, gerando tensões entre a Venezuela e os Estados Unidos. O Brasil chegou, inclusive, a mediar encontros entre os líderes da Venezuela e da Guiana sobre o tema.
Essequibo corresponde a dois terços do território da Guiana, sendo uma região rica em petróleo, gás, ouro e diamantes, localizada em meio a uma área de selva densa.
O anúncio ocorre um dia após Maduro declarar que impedirá a exploração de petróleo pela empresa americana ExxonMobil, que planejava operar em Essequibo, utilizando como argumento que a região está "pendente de delimitação".
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