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Harvard processa governo dos EUA após proibição de estudantes estrangeiros imposta por Trump

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Harvard se defende de acusações e reafirma compromisso com diversidade e inclusão  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Instagram / @realdonaldtrump
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 23/05/2025, às 11h17



A Universidade Harvard entrou com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (23), em resposta à decisão da administração do presidente Donald Trump — que proíbe a presença de estudantes estrangeiros na instituição estadunidense. 

A medida, anunciada na véspera pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), afeta diretamente cerca de 7 mil estudantes internacionais — que representam um quarto do corpo discente da universidade.

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Em documento protocolado no Tribunal Federal de Boston, Harvard classificou a decisão como uma “violação flagrante” da Primeira Emenda da Constituição americana e de outras leis federais. A universidade afirma que a medida terá “efeitos devastadores” sobre seus alunos estrangeiros, que dependem de vistos de estudante para permanecer legalmente no país.

A proibição foi justificada pelo DHS como resultado da suposta recusa de Harvard em entregar documentos solicitados sobre seus estudantes internacionais. O governo determinou que os alunos estrangeiros, atualmente matriculados, devem se transferir para outras instituições reconhecidas, sob pena de perderem o direito de residir nos EUA. Estudantes que estão prestes a concluir seus cursos poderão se formar normalmente, mas a restrição passa a valer para o ano letivo de 2025-2026.

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A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, enviou uma carta à universidade acusando Harvard de criar um “ambiente hostil para estudantes judeus”, de demonstrar simpatia ao Hamas e de adotar políticas “racistas” relacionadas à diversidade, equidade e inclusão.

 A universidade rebateu as alegações, classificando-as como infundadas e politicamente motivadas, e afirmou que a medida compromete sua missão educacional e de pesquisa.

Além disso, a decisão atinge também os estudantes internacionais aprovados para iniciar seus cursos em setembro, que não poderão começar as aulas a menos que haja uma reversão judicial ou mudança por parte do governo.

Noem declarou que Harvard poderá reaver seu status de instituição autorizada a receber estudantes estrangeiros caso cumpra, em até 72 horas, uma série de exigências. Entre elas estão a entrega de registros disciplinares de alunos internacionais e gravações de protestos realizados no campus — documentos que, segundo o governo, já haviam sido requisitados e negados.

A universidade afirmou estar prestando apoio jurídico e acadêmico aos alunos afetados enquanto aguarda uma decisão da Justiça sobre o caso. As informações são do portal g1.

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