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A Universidade Harvard entrou com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (23), em resposta à decisão da administração do presidente Donald Trump — que proíbe a presença de estudantes estrangeiros na instituição estadunidense.
A medida, anunciada na véspera pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), afeta diretamente cerca de 7 mil estudantes internacionais — que representam um quarto do corpo discente da universidade.
🚨AGORA: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, proibiu Harvard de ter estudantes estrangeiros.
— CHOQUEI (@choquei) May 22, 2025
A universidade afirma que a medida é ilegal e que manterá sua posição de acolher alunos de mais de 140 países. pic.twitter.com/JhZ7sCZ5iL
Em documento protocolado no Tribunal Federal de Boston, Harvard classificou a decisão como uma “violação flagrante” da Primeira Emenda da Constituição americana e de outras leis federais. A universidade afirma que a medida terá “efeitos devastadores” sobre seus alunos estrangeiros, que dependem de vistos de estudante para permanecer legalmente no país.
A proibição foi justificada pelo DHS como resultado da suposta recusa de Harvard em entregar documentos solicitados sobre seus estudantes internacionais. O governo determinou que os alunos estrangeiros, atualmente matriculados, devem se transferir para outras instituições reconhecidas, sob pena de perderem o direito de residir nos EUA. Estudantes que estão prestes a concluir seus cursos poderão se formar normalmente, mas a restrição passa a valer para o ano letivo de 2025-2026.
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A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, enviou uma carta à universidade acusando Harvard de criar um “ambiente hostil para estudantes judeus”, de demonstrar simpatia ao Hamas e de adotar políticas “racistas” relacionadas à diversidade, equidade e inclusão.
A universidade rebateu as alegações, classificando-as como infundadas e politicamente motivadas, e afirmou que a medida compromete sua missão educacional e de pesquisa.
Além disso, a decisão atinge também os estudantes internacionais aprovados para iniciar seus cursos em setembro, que não poderão começar as aulas a menos que haja uma reversão judicial ou mudança por parte do governo.
“Ele (Donald Trump) não admite que nenhuma instituição dos EUA seja independente ao presidente dos EUA (...) O que o Trump esta querendo fazer é calar as universidades americanas (...) Ele está colocando em jogo o futuro dos filhos e netos dos americanos atuais”, analisa o… pic.twitter.com/TFEfSEZVCP
— GloboNews (@GloboNews) May 23, 2025
Noem declarou que Harvard poderá reaver seu status de instituição autorizada a receber estudantes estrangeiros caso cumpra, em até 72 horas, uma série de exigências. Entre elas estão a entrega de registros disciplinares de alunos internacionais e gravações de protestos realizados no campus — documentos que, segundo o governo, já haviam sido requisitados e negados.
A universidade afirmou estar prestando apoio jurídico e acadêmico aos alunos afetados enquanto aguarda uma decisão da Justiça sobre o caso. As informações são do portal g1.
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