Mundo
por Samuel de Jesus
Publicado em 29/09/2026, às 10h16 - Atualizado às 11h25
Depois de cumprir 41 anos de prisão, Douglas Stewart Carter, de 71 anos, foi libertado do corredor da morte nos Estados Unidos. Ele deixou a prisão sob fiança após novos exames de DNA não encontrarem correspondência entre seu material genético e amostras recolhidas na cena de um assassinato ocorrido em 1985. A decisão foi tomada na segunda-feira (28) por um juiz de Utah.
Utah man, 71, released from death row after DNA evidence excludes him in 1985 killing https://t.co/Kfou623dnH pic.twitter.com/TRRTu8M01W
— New York Post (@nypost) September 29, 2026
Douglas foi condenado à morte pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em Provo, Utah. De acordo com a defesa, não havia provas materiais que ligassem Carter à cena do crime.
A condenação foi baseada principalmente em uma confissão que ele afirma ter sido obtida sob coerção e no depoimento de duas testemunhas que disseram, na época, que Carter, um homem negro, havia se "gabado" de ter matado Olesen, que era branca. Anos depois, as duas testemunhas mudaram seus depoimentos.
Os novos exames indicaram que o material genético encontrado na cena do crime não pertence a Carter, enfraquecendo a acusação contra ele. As análises foram realizadas em materiais encontrados em uma maçaneta e no cabo de uma faca usada no assassinato.
Em 2011, as duas principais testemunhas da acusação foram localizadas no México e afirmaram que haviam mentido durante o julgamento. Segundo elas, autoridades as coagiram e ofereceram presentes e dinheiro para que incriminassem Carter.
A nova análise das provas de DNA ocorreu durante a revisão judicial do caso. No ano passado, a Suprema Corte de Utah determinou que Carter fosse submetido a um novo julgamento, citando conduta imprópria dos investigadores.
"Se dependesse do estado de Utah, ele teria sido executado há 15, 20 anos, antes de descobrirmos a má conduta", afirmou Hamilton. O advogado pediu que a promotoria arquive a acusação de homicídio qualificado que ainda pesa contra Carter.
Um novo julgamento, com duração prevista de dois meses, estava marcado para 2027. Na semana passada, porém, os promotores do condado retiraram o pedido de pena de morte.
Carter ainda não foi declarado inocente, apesar de ter conquistado a liberdade. Um novo julgamento está previsto para 2027. O juiz determinou que ele use monitoramento eletrônico e mantenha restrições de contato com familiares da vítima.
As autoridades ainda avaliam as demais provas do processo. O tribunal descartou um novo pedido de pena de morte contra Carter.
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